Seminário da Reposição Automotiva
 

Seminário da Reposição Automotiva supera expectativas e reuniu 550 participantes

 
Publicado em 29/09/09
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Seminário da Reposição Automotiva 2009
(Foto: Fabrício Maruxo)
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Com temas de interesse do setor automotivo e participação de especialistas, o Seminário da Reposição Automotiva marca uma nova fase e supera as expectativas de público, garantindo a participação de 550 pessoas, entre reparadores, profissionais do varejo, distribuição e fabricantes de autopeças.

Realizado, no dia 22 de setembro, no auditório Ruth Cardoso, no prédio da Fiesp, em São Paulo, o principal encontro do setor da reposição automotiva reuniu os dirigentes de várias entidades que representam o segmento automotivo na cerimônia de abertura, como o presidente do Sindirepa-SP, Antonio Fiola;  conselheiro do Sindipeças, Antônio Carlos Bento; presidente-executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção; presidente da Andap, Frederico dos Ramos; presidente do Sicap, Mário Penhaveres; presidente do Sincopeças-SP, Francisco De La Tôrre; superintendente do IQA, Mário Guitti; presidente do Sindseg-SP, Mauro Batista; presidente SAE, Besaliel Botelho.

Além da participação de representantes do setor automotivo, o seminário contou com palestras de especialistas enriquecedoras, ampliando o conhecimento e abrindo novos horizontes. O secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, comentou sobre a importância da implantação da inspeção veicular ambiental que representou um desafio muito grande, acreditando na relevância da iniciativa para a melhoria da qualidade do ar na capital paulista. Jorge afirmou que a inspeção é considerada a ação de maior impacto no combate a doenças respiratórias em cidades que concentram grande volume de frota de veículos. “Trata-se de uma questão de saúde pública, pois estudos da USP revelam que a poluição emitida pelos veículos pode diminuir em até um ano e meio a expectativa de vida da população”, alerta o secretário que confirmou em primeira-mão a ampliação da inspeção veicular ambiental para todos os veículos a partir de 2010.

Em seguida, o painel com mulheres de diversas profissões, que sob o ponto de vista de consumidoras, falaram sobre serviços e atendimento nas oficinas e deram muitas dicas aos reparadores, como entregar o carro no prazo programado, usar peças de qualidade, ter ambiente limpo e agradável, ser atendida pelo dono da oficina, proteção no volante e no assento, entre outros pontos importantes.

Para falar sobre o Right to Repair – Movimento Internacional pelo Direito da Reparação, o vice-presidente da norte–americana AAIA – Automotive Aftermarket Industry Association, Aaron Lowe, traçou o cenário vivido nos Estados Unidos e a batalha para criação de uma lei federal que permita abertura das informações técnicas aos reparadores. Como ainda não houve consenso e as montadoras não concordaram em negociar esse tema de forma voluntária como sugestão dos políticos. O Right to Repair avança regionalmente, sendo que o projeto de lei deve ser aprovado em três estados, o que já é uma vitória. Lowe comentou que se não existisse esse movimento, a situação estaria muito pior e os consumidores ficariam reféns das redes de concessionárias para fazer a manutenção dos seus carros, pois desde 2001 com lei de ar puro os automóveis possuem sistema de computador que identifica os níveis de emissões de poluentes. Com esse sistema, várias informações sobre os veículos ficaram bloqueadas, necessitando de programas e ferramentas específicos que só as montadoras detinham.

A advogada e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Propriedade Intelectual na Alemanha, Karin Grau-Knutz, explicou a situação da liberação das informações técnicas por parte das montadoras na União Européia. Ela disse que há um tratado comercial que expira em 2010 no qual as montadoras são obrigadas a passar as informações aos reparadores mediante um preço acessível para promover a concorrência e assegurar o direito ao consumidor de reparar o seu veículo onde quiser. Já há uma nova proposta em análise para entrar em vigor no ano que vem que seguirá os mesmos moldes da atual.

A vice-presidente da empresa de consultoria Bozz & Company e especialista no setor automotivo, Letícia Costa, mostrou aos reparadores as oportunidades de mercado com o aumento da frota circulante. A consultora recomendou aos reparadores que melhorem o atendimento e serviço nas oficinas e que os empresários mantenham um relacionamento com seus clientes para garantir a fidelização. Também ressaltou que a capacitação é uma questão fundamental, mas não determinante. O atendimento transparente é um ponto crucial do negócio.

A última palestra foi sobre pirataria e falsificação de autopeças com o presidente do Fórum Nacional a Pirataria e Ilegalidade, Alexandre Cruz, que salientou a importância do Sindipeças ser associado à entidade e participar de campanhas de combate à pirataria. Cruz salientou também como outros setores conseguiram coibir a ação de falsificação e pirataria. O setor de informática (computadores e notebooks), por exemplo, conseguiu criar com o governo um plano que reduzisse a carga tributária com isenção de PIS e Cofins, garantindo redução de 25% em toda cadeia. “Como a maioria dos produtos piratas vinha de fora por preços bem abaixo do mercado, a redução da carga tributária para a produção nacional tornou essa operação menos vantajosa para os criminosos, resultando em uma queda vertiginosa de produtos contrabandeados de 74% em 2006 para 43% em 2008. A ação também garantiu aumento de arrecadação para o governo e permitiu a geração de 20 mil empregos diretos e 60 mil indiretos”, explica o presidente do Fórum.

O setor de cigarro faz ações regionalizadas para causar impacto há 10 anos. Os distribuidores mapeiam áreas para identificar os pontos de vendas que comercializam produtos irregulares, os que só vendem os regulares e os que mesclam e têm dos dois. A entidade que representa o setor envia cartas aos estabelecimentos que continuam comprando produtos irregulares. O tom das correspondências vai engrossando e também são realizadas ações criminais e civis. É feita uma divulgação ampla na imprensa da ação para causar impacto e gerar comoção.

Ao final de sua apresentação, Cruz também falou que a palestra do assessor do GMA e diretor Sindirepa-SP, Sérgio Alvarenga, realizada, no Ministério Público, despertou o interesse dos promotores para que seja feita uma ação que envolve perícia em acidentes de trânsito para identificar se os veículos possuem peças piratas ou falsificadas que colocam em risco a segurança.  O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade também afirmou que os envolvidos no comércio de produtos piratas e falsos atuam em diferentes setores, dependendo das vantagens e ocasiões oportunas. “Isso significa que tanto atuam no ramo de brinquedos, autopeças, óculos, entre outros. O que eles vendem é espaço em contêineres”, afirma. No encerramento do evento, foram sorteados três aparelhos de GPS da Delphi entre os participantes do seminário que foi um sucesso de público.

IMPORTANTE: os materiais apresentados já estão disponíveis para download no site: photon.com.br/seminario_reposicao

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Fonte: Majô Gonçalves - Assessoria de Imprensa do GMA