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Os membros da força-tarefa criada pelo governo Obama para reestruturar a indústria americana de automóveis reuniram-se nesta semana com executivos da General Motors (GM), da Ford e da Chrysler para discutir preocupações crescentes sobre o mercado de auto-peças dos Estados Unidos, informa reportagem do jornal "Wall Street Journal". Bo Andersson, da GM, Tony Brown, da Ford, e Scott Garberding, da Chrysler, se encontraram separadamente com membros da força-tarefa na segunda-feira. As empresas não quiseram comentar os encontros. A matéria destaca que fornecedores de montadoras têm aumentado o alarme sobre suas finanças nos últimos meses, e uma associação de fabricantes de autopeças, a Motor and Equipment Manufacturers Association (Mema), apresentou sua própria proposta de plano de emergência para o Departamento do Tesouro em 13 de Fevereiro. Uma semana depois, o grupo enviou uma carta ao presidente Barack Obama em que pede "atenção imediata" a sua situação. A associação argumenta que pelo menos um milhão de postos de trabalho estão em perigo.
Embora funcionários do Tesouro tenham dito que estão dando grande atenção ao problema, a administração não parece pronta para agir imediatamente, ressalta o jornal. Segundo fontes ouvidas pelo "Wall Street Journal", a preocupação com a falta de estabilidade das produtoras de auto-peças está consumindo bastante da atenção do governo, o que poderia atrasar a resolução dos pedidos de salvamento da GM e Chrysler. O problema pode empurrar as conversações de resgate das montadoras para depois de 31 de março, prazo limite estabelecido nos termos do empréstimo de US$ 17,4 bilhões concedidos às duas empresas em dezembro. GM e Chrysler fazem lobby para conseguir ajuda adicional.
O número de companhias produtoras de auto-peças vem caindo nos últimos anos, mas alguns executivos do setor agora temem que a indústria sofra uma liquidação em massa devido a queda na produção das montadoras.
A reportagem lembra que, cada vez mais, as instituições de crédito estão se recusando a conceder empréstimo às fornecedoras de auto-peças das Três Grandes (GM, Ford e Chrysler), que por sua vez não têm como socorrer até os seus mais importantes parceiros comerciais.
A GM, em um plano de viabilidade apresentado na semana passada ao Tesouro, propôs que o governo crie um programa de garantia de crédito para os recebíveis dos fornecedores de auto-peças. Recebíveis são pagamentos esperados por carga já fornecida. A GM estima que programa de seguro exigiria cerca de US$ 4,5 bilhões até 2011. A medida poderia tranquilizar bancos que tradicionalmente deixam fornecedores utilizar recebíveis como garantia para financiar negócios.
Ainda segundo o "Wall Street Journal", na terça-feira dirigentes de um sindicato de trabalhadores da Ford recomendaram aos seus membros que ratifiquem o contrato de concessões alcançado há duas semanas com a empresa, incluindo flexibilização de regras de trabalho e mudanças no financiamento dos planos de saúde para aposentados.
A Ford também anunciou que o presidente da empresa, William Ford Jr., e o diretor executivo Alan Mulally aceitaram cortes de 30% nos seus salários durante os próximos dois anos, e que prêmios de desempenho para empregados e executivos seniors serão eliminados em 2009. Anteriormente, a Ford eliminou bônus por desempenho e mérito 2008 aumentos salariais para trabalhadores norte-americanos de 2009. |