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Sérgio Reze, presidente da Fenabrave |
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As vendas totais de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários) no varejo diminuíram de 2.408.475 unidades nos seis primeiros meses de 2008 para 2.257.290 no mesmo período de 2009, numa queda de 6,28%. Este resultado, apesar da queda, é o segundo melhor de todos os tempos. Na comparação dos meses de maio e junho de 2009, o setor registrou crescimento. Foram negociadas 441.917 unidades em junho ante 388.510 unidades em maio deste ano, num aumento de 13,75%.
Segundo Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, a retração do setor no primeiro semestre foi motivada pelo baixo desempenho do segmento de duas rodas e de caminhões. “O setor de duas rodas enfrentou dificuldades devido à falta de capacidade cadastral dos consumidores de motocicletas. Já a retração dos caminhões foi causada pela falta de frete”, afirmou Reze, sendo que o setor automotivo está melhor do que se poderia esperar diante da crise internacional graças às medidas adotadas pelo governo. “Alguns segmentos não evoluíram, contudo. Existem itens que são bens de capital, como é o caso de implementos, ônibus e caminhões, itens de investimento”, avalia o presidente da Fenabrave.
Para Reze, com a redução da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor automotivo, válida desde 11 de dezembro de 2008, o governo conseguiu interromper a queda nas vendas de automóveis e comerciais leves. “Saímos de uma média de 140 mil carros por mês para 230 mil unidades mensais. A medida de combate à crise e de estímulo ao crescimento da economia, apresentadas pelo Ministério da Fazenda, salvou a indústria automotiva”, comentou Reze, acrescentando: “O governo agiu rápido ao reduzir alíquota de IPI para o setor. Isto vai dar tempo para que o restante da economia reaja. Minha expectativa é para 2010, quando grande parte destas medidas implementadas produzirá resultados”.
Na avaliação do presidente da Fenabrave, a gestão de política monetária, somada ao fortalecimento do Real como moeda no mercado internacional e a redução das taxas de juros foram acertadas e proporcionaram, no mercado interno, reflexos positivos como a elevação dos prazos de financiamentos. “Antes da crise, os prazos médios eram de 42 meses para os financiamentos de automóveis. A partir de outubro, essa média caiu para 33 meses e agora começa a subir novamente, alavancando a média de 36 meses”, explica Reze, e que “a volta do sistema bancário no financiamento de veículos é traduzido pela confiança na gestão da economia do País”.
Os novos incentivos concedidos pelo governo para o financiamento de caminhões devem, segundo Reze, ter impacto a partir de 2010, quando também o setor de motocicletas deve se recuperar em função do fim do temor do desemprego e do crescimento do País que, para ele, deve chegar ao mínimo de 3% sobre 2009. Para Sérgio Reze, “se nada de negativo acontecer no cenário interno e internacional, o pior já passou”, conclui.
Com base nestas expectativas, o ano de 2009 deve ser positivo para o setor automotivo, considerando que haverá queda nos segmentos de caminhões, implementos e motocicletas. “A queda geral pode ficar entre zero e 3% sobre o ano passado, mas o setor de automóveis e comerciais leves deve apresentar resultado positivo, estimado em até 3%, o que já será um novo recorde histórico para o segmento”, afirma Reze.
Já de olho em 2010, o presidente da Fenabrave está otimista com a economia e com os investimentos que devem ser feitos em função da Copa do Mundo de 2014. “Os investimentos começarão a ser feitos a partir do ano que vem e estão previstos em R$110 bilhões, o que beneficia todo o crescimento”, finaliza Sérgio Reze.
Desempenho por segmento
Automóveis e comerciais leves – As vendas de automóveis e comerciais leves no varejo registraram elevação de 4,14%% comparando os acumulados de 2009 e de 2008, saltando de 1.338.181 unidades para 1.393.624 unidades. “É o melhor resultado do segmento na história do setor, tanto no acumulado quanto no mês de junho”, disse Reze. De maio para junho, o crescimento foi ainda maior. O segmento registrou alta de 22,08%, saltando de 237.388 unidades comercializadas para 289.792 unidades.
Caminhões – O segmento de caminhões apresentou retração de 19,97% comparando o primeiro semestre de 2009 com o do ano anterior, diminuindo de 57.652 unidades para 46.138 unidades. No entanto, de maio para junho, o setor registrou crescimento de 12,67%. Foram negociadas 8.610 unidades em junho, contra 7.642 unidades em maio.
Ônibus – Foram comercializados no varejo 10.094 ônibus no acumulado de 2009, contra 11.591 no mesmo período do ano anterior, apresentando queda de 12,92%. De maio para junho, o segmento registrou queda de 9,17%, diminuindo de 1.951 unidades para 1.772 unidades.
Motos – Comparando os acumulados de 2009 e de 2008, as vendas do setor de duas rodas caíram de 951.162 unidades para 765.734 unidades, numa retração de 19,49%. De maio para junho, a queda foi bem menor, de 0,28%. Foram comercializadas 134.369 unidades, contra 134.747 unidades.
Implementos Rodoviários – Foram vendidos 18.750 implementos rodoviários nos primeiros seis meses do ano, contra 25.186 no mesmo período de 2008, num decréscimo de 25,55%. Já de maio para junho, o setor apresentou crescimento de 8,39%, aumentando de 3.074 unidades para 3.332 unidades.
Outros – Outros veículos como carretinhas para transporte de jet sky, motocicletas, entre outros, apresentaram queda de 7,10% comparando os acumulados. Foram vendidas 22.950 unidades, contra 24.703. De maio para junho registraram alta de 9,01%, saltando de 3.708 unidades para 4.042.
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