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GM do Brasil será alocada na Nova GM e manterá investimentos

 
Publicado em 02/06/09
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A unidade brasileira da General Motors será alocada na "Nova GM", parte da montadora norte-americana que reunirá os ativos saudáveis no processo de reorganização da matriz. A informação é do presidente da GM do Brasil e operações Mercosul, Jaime Ardila.

Na segunda-feira, a GM pediu proteção contra falência nos Estados Unidos, levando a montadora de 100 anos a uma era de incerteza sob controle do governo norte-americano, que terá cerca de 60% da empresa reestruturada.

A ambição do governo dos EUA é que a companhia deixe a concordata em um prazo de 60 a 90 dias. Durante esse processo, a GM será dividida em duas: a "Nova GM" e a "Velha GM", que inclui partes da empresa que eventualmente serão liquidadas. "O governo dos EUA será dono da 'Nova GM' e da GM do Brasil por um tempo", afirmou Ardila a jornalistas nesta terça-feira.

Segundo o executivo, a GM do Brasil "é saudável, lucrativa". Ardila disse que a unidade brasileira está sendo lucrativa em 2009, depois de ter tido seu melhor ano em 2008.

O executivo assegurou que os investimentos de US$ 2,5 bilhões programados para o período de 2007 a 2012 serão mantidos. Desse total, cerca de US$ 2 bilhões referem-se ao Brasil e o restante a uma linha de produção na Argentina.

A GM do Brasil ficou com 20 por cento do mercado nacional de veículos de janeiro a maio deste ano, segundo Ardila, nível que a empresa pretende manter em junho, quando se encerra a segunda prorrogação da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis.

As vendas da indústria automobilística no Brasil têm sido sustentadas pelo corte no IPI promovido pelo governo, em meio ao impacto da crise econômica global sobre o setor.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no país totalizaram 1,149 milhão de unidades, leve queda de 0,15 por cento ante igual intervalo do ano passado, segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Operação independente
Ardila reforçou que a GM do Brasil é independente da matriz e que a concordata nos EUA não terá impacto direto nos negócios da unidade brasileira. Como exemplo, ele citou que a GM do Brasil não compra tecnologia da matriz. Pelo contrário, a unidade brasileira exporta o conhecimento em motores bicombustíveis e veículos compactos.

Nos últimos três anos, segundo Ardila, a GM do Brasil teve saldo líquido positivo com a transferência de tecnologia para outras unidades do grupo de 430 milhões de dólares, dos quais 165 milhões de dólares em 2008.

Segundo ele, a subsidiária - que emprega cerca de 21 mil pessoas no país e possui três fábricas - não pretende fazer demissões ou contratações e opera a plena capacidade.

Ardila afirmou ainda que nenhum veículo vai deixar de ser produzido no Brasil e disse que a companhia lançará um carro compacto de uma nova família chamada Viva, grande aposta da empresa, ainda em 2009. Para o ano que vem, a GM planeja lançar mais quatro veículos, um deles da linha Viva.

Ásia
As operações da GM na Tailândia e no Sudeste Asiático não serão afetadas pelo pedido de concordata nos EUA, disse também nesta terça o presidente da GM na região, Steve Carlisle. "A GM Ásia-Pacífico, incluindo a GM Tailândia e a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), serão uma parte importante da nova GM e vai manter suas operações normais", afirmou o executivo.

Os planos da GM Ásia-Pacífico incluem o desenvolvimento de veículos que usam combustíveis alternativos e do carro elétrico Volt, que a companhia quer lançar no mercado chinês em 2011.

Separadamente, o presidente da GM China, Kevin Wale, repetiu nesta terça que as operações da montadora na China são autossustentáveis e não precisam de financiamento da matriz. Wale garantiu que permanece inalterado o objetivo de duplicar as vendas da GM para mais de 2 milhões de unidades nos próximos cinco anos na China.

A GM China "provavelmente necessitará construir outra fábrica nesse período", disse o executivo. Ele acrescentou que o crescimento das vendas da GM China deve continuar por vários meses, e que a montadora pode precisar aumentar sua estimativa de vendas para este ano se os fortes resultados obtidos em abril e maio se repetirem.


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Fonte: Agência Estado