Edição 202 - Matéria de Capa
 
Mais forte a cada ano
A edição 2011 do Seminário da Reposição Automotiva, marcada para 13 de setembro, reunirá mais de 500 profissionais
do setor. Selo Inmetro de autopeças e certificação do reparador serão alguns dos temas abordados
 
Cléa Martins e Patrícia Larsen
 
 
  Seminário da Reposição Automotiva
 
  Seminário da Reposição Automotiva
 
Elias Mufarej
Elias Mufarej, diretor-geral da Fiam para a América Latina e conselheiro administrativo do Sindipeças
 
Antônio Carlos Bento
Antônio Carlos Bento, coordenador do GMA
 
Renato Agostinho Giannini
Renato Agostinho Giannini, presidente da Andap e do Sicap
 
Francisco Wagner de La Torre
Francisco Wagner de La Torre, presidente do Sincopeças-SP
 
Antonio Fiola
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP
 

2012 é o foco da próxima edição do Seminário da Reposição Automotiva. O evento, considerado pelos representantes das principais entidades e empresas do setor, como o mais importante encontro anual do segmento, acontece no dia 13 de setembro, a partir das 14 horas, no Centro Cultural Fiesp – Federação das Indústrias de São Paulo.

Realizado pelo GMA (Grupo da Manutenção Automotiva), que integra as principais entidades – Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista de Peças e Acessórios para Veículos de São Paulo), Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) –, o Seminário é organizado pelo Grupo Photon desde 2000 e, a cada ano, reúne centenas de profissionais interessados na evolução deste mercado.

O sucesso do evento, segundo Francisco de La Torre, presidente do Sincopeças-SP, se deve ao bom direcionamento com que os trabalhos são conduzidos: “O Seminário se consagrou por ser o único que reúne o setor da reposição para apresentar propostas e tendências. Para o varejo, essa é uma forma de conhecer as novidades, além de promover debate com fabricantes, distribuidores e reparadores”.

Para este ano, a expectativa dos organizadores é reunir mais de 500 profissionais atuantes nos mais diversos elos da cadeia produtiva e de serviços do setor automotivo – desde fabricantes e distribuidores de autopeças e componentes a varejistas e reparadores. “Trata se do evento mais esperado do setor, o único dedicado ao aftermarket no Brasil, com temas relevantes para todos. Para a distribuição, é um momento de congratulação, além da oportunidade de poder trocar experiências e conhecer as tendências de mercado”, afirma Renato Giannini, presidente da Andap e do Sicap.

Antônio Carlos Bento, vice-presidente do Sindipeças e coordenador do GMA, salienta que, antes de qualquer coisa, o Seminário é uma oportunidade para o trade se encontrar e aprimorar o networking, tão importante para os negócios:

“A nossa pretensão é trazer temas relevantes para o momento atual do mercado brasileiro de reposição automotiva. Isso nos permite refletir e decidir onde nossa atuação estratégica e institucional é necessária”, explica.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, sabe que conhecimento é o bem precioso, principalmente nas oficinas. Não é à toa que os reparadores participam em peso do encontro: “Os reparadores são ávidos por informação. Querem ouvir a opinião de todos os players do setor e saber quais são as tendências do mercado que vão dar diretrizes para a gestão do negócio que gerenciam. Sem falar na oportunidade de estarem diante de fabricantes, distribuidores e varejo”, destaca.

Cenários e perspectivas 2012
A fase de transformação pela qual passa o aftermarket automotivo brasileiro, impulsionada inclusive pela entrada de veículos e tecnologias importadas e também pelos novos players no mercado, é uma das chaves centrais das discussões que deve aquecer o Seminário deste ano, garante Elias Mufarej, diretor-geral da Fiam para a América Latina e conselheiro administrativo do Sindipeças.

Neste ano Mufarej assumiu também a frente do Seminário e destaca a importância que os temas discutidos no evento têm para os profissionais do segmento: “Estamos passando por uma fase de transformação, tanto do perfil das empresas como do próprio mercado, que tem recebido novos players e onde se tem novas expectativas de qualidade e de negócios. Diante de tantas mudanças, o Seminário nos ajuda a traçar um mais apurado diagnóstico da situação atual e da evolução de novas práticas comerciais.

2012 é um ano em que vão acontecer mudanças e nós queremos que o setor esteja preparado para acompanhar isso”, explica.

O coordenador do GMA afirma que o evento deste ano pretende discutir, sobretudo, o tamanho, o crescimento e a sofisticação do aftermarket brasileiro, tudo isso com um tempero novo que é o volume e a variedade de carros importados que trafega nas ruas e estradas brasileiras. “Nossa lição de casa está ficando bem extensa.

O setor deve investir com mais vigor na capacitação do mecânico. O Programa Carro 100%/ Caminhão 100% tem um projeto com o Senai para oferecer bolsas gratuitas aos reparadores”.

Bento diz ainda que o acesso às informações técnicas é outra questão importante e cada vez mais essencial no setor. Por isso, o tema é levado a sério no Seminário: “É preciso enxergar a cadeia a partir da ponta, ou seja, das oficinas, pois é a partir delas que toda a cadeia se movimenta. Portanto, o reparador precisa estar preparado para atender o consumidor e oferecer um serviço de qualidade. Outra questão importante, e que pode afetar nossos negócios, é a mudança da estrutura do aftermarket, principalmente em questões de negociação e na questão logística”, ressalta.

Evolução
Todos os temas que compõem o Seminário deste ano foram definidos a partir de uma pesquisa interativa com o público presente na edição passada do evento e por isso estão alinhados com as necessidades atuais do setor. “Veja o caso recente da certificação das autopeças com o selo do Inmetro. Trabalhamos bastante para igualar o Brasil com as nações mais desenvolvidas e com frota circulante importante.

A certificação profissional da reparação é outro fator importante. Precisamos enxergar o consumidor final e entender que o mercado acontece quando o consumidor entra numa oficina”, explica o coordenado do GMA.

O evento, que começa às 14 horas, e contará com a presença dos representantes das principais entidades do setor. Para as 15h20 está marcado o início da primeira palestra – Cenário Econômico Brasileiro:
Perspectivas e oportunidades. Nela, Raul Velloso, consultor econômico e colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, discutirá o mercado nacional e o aquecimento econômico que o País tem experimentado, principalmente na área automotiva.

Polêmico, o tema promete dar uma perspectiva mais ampla aos participantes do evento e fazer com que eles sejam estimulados a se perguntarem se esta é apenas uma boa fase e até quando ela deve durar. “A palestra do Raul vai focar o ambiente atual da economia brasileira e norte-americana. Isso nos permitirá ter uma visão mais macro da economia e do nosso mercado”, afirma Mufarej.

Ainda segundo o presidente do Seminário deste ano, a escolha de Veloso foi muito oportuna, já que ele é especialista na área fiscal e no controle de gastos: “Ele poderá nos ajudar a prever o que vem por aí, além de mostrar como todos os acontecimentos atuais devem se refletir no mercado de autopeças”.

A expansão gradual dos programas de inspeção ambiental dos veículos no País e o impacto que ela tem no abastecimento de autopeças e na demanda por serviços de reparação de carros e caminhões é o tema da segunda palestra do Seminário deste ano.

É sabido que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), através da Resolução nº 418, determinou um prazo e a forma para a implantação da inspeção ambiental nos vários Estados da federação, seguindo o que já ocorre em São Paulo e Rio de Janeiro. Paulo César Macedo, coordenador de Resíduos e Emissões – Corem – Ibama –, que abordará o assunto, deve explicar como e por que as oficinas mecânicas devem investir para enfrentar a nova onda na manutenção dos veículos automotores. “Não podemos ter dúvidas sobre nossas responsabilidades em contribuir para que esse mundo fique, de verdade, verde. A indústria automotiva – montadoras e autopeças – vem dando exemplos factuais nesse sentido. Veículos menos poluentes, materiais recicláveis, e por aí vai. O aftermarket não pode e nem vai ficar de fora desse processo que, no meu ponto de vista, é inexorável”, afirma Bento.

No que diz respeito ao aftermarket, diz o coordenador do GMA, seus representantes devem se empenhar continuamente para criar condições de armazenamento e fornecimento com processos, embalagens e materiais em geral não poluentes e recicláveis e é isso que o Seminário também busca trazer à tona: “As oficinas mecânicas devem seguir o mesmo caminho até com mais rigor. A manipulação de um veículo, se feita sem os cuidados adequados, pode causar danos ao meio ambiente. E é importante ressaltar que o consumidor vai escolher oficinas que ostentem esse cuidado, principalmente os mais jovens”.

Ainda com um tema que deve interessar bastante aos reparadores, Antonio Fiola apresentará a terceira palestra do dia, sobre investimentos nas oficinas. Segundo o dirigente do Sindirepa-SP, desde a entrada dos veículos com eletrônica embarcada no mercado nacional, o processo de manutenção não é mais o mesmo. E a evolução não parou aí, agora as empresas terão que enfrentar a forte demanda oriunda do alto volume de vendas dos veículos nos últimos anos e atender severas legislações ambientais e em breve de segurança e para isso precisam investir agora. “A tecnologia revolucionou a forma de fazer o reparo no veículo, o que afeta diretamente as oficinas e o modo de gestão do empresário. Há necessidade de investir em equipamentos e mão de obra capacitada para atender às novas exigências do mercado. Os veículos estão mais complexos e com mais tecnologia e recursos eletrônicos. Também há uma grande gama de marcas e modelos que aumentam a complexidade da realização do serviço. Hoje, a reparação está cada vez mais técnica e os profissionais deste elo precisam de apoio e informações para saber como se preparar para o futuro”, afirma Fiola.

Revolução
Alfredo Carlos Orphão Lobo, da diretoria de Qualidade do Inmetro, é um dos palestrantes mais aguardados do evento. Sua palestra, sobre como o selo Inmetro vem disciplinar a comercialização de autopeças no Brasil, deve agitar a plateia, já que essa é uma das medidas mais esperada pelo setor no que diz respeito ao combate à pirataria e falsificações. “O selo do Inmetro para certificação de autopeças no Brasil é um tema que está relacionado diretamente com o varejo e também com as propostas do Sincopeças-SP. Ele, assim como o projeto Loja Legal, que já realizou várias operações bem sucedidas na apreensão de peças falsificadas, deve ajudar e muito no combate à pirataria e falsificação de autopeças”, diz Francisco de La Torre.

Paulo Rech, gerente executivo de Educação Profissional do Senai Nacional, abordará outro assunto bastante polêmico – a necessidade da normatização do trabalho realizado pelos reparadores nas oficinas. Ele deve falar também sobre a Norma ABNT 15681, que orienta sobre a qualificação do mecânico de manutenção de veículos rodoviários automotores.

Para fechar o evento, reconhecidos líderes da indústria e distribuição participarão do painel Visão estratégica da reposição automotiva no Brasil, no qual devem discutir sobre o futuro da reposição automotiva e seus desafios frente ao mercado global. Antonio Carlos Bento será o mediador do debate, que contará com nomes como: Edison Brasil, da Delphi, Alberto Rufini, da TRW, Antonio Carlos de Paula, da Pellegrino, Rodrigo Carneiro, da Sama, José Carlos Di Sessa, da Car Central, e Ana Paula Mallussardi, da Pacaembu, entre outros convidados. “A programação tem temas muito importantes para a reposição. Todos os assuntos estão ligados à realidade do setor e acabam se complementando e tornando o evento um grande momento para reflexões e também para levar conhecimento que pode fazer a diferença nos negócios dos participantes. Para a distribuição, especificamente, o painel Visão estratégica da reposição automotiva no Brasil sem dúvida será o destaque do evento, pois propiciará um debate entre fabricantes e distribuidores sobre as tendências e os desafios do setor para os próximos anos, sendo uma importante fonte de informação para toda a cadeia”, comenta Renato Giannini, que completa: “O debate é importante para apontar novas ideias que sejam úteis para o desenvolvimento do setor como um todo”.

Assim como nas outras edições, durante o coquetel de encerramento do Seminário haverá sorteio de brindes para os participantes.
Para mais informações: www.seminarioautomotivo.com.br.

Seminário da Reposição Automotiva
Cenários e Perspectivas 2012
Quando: 13 de setembro de 2011
Onde: Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1.313 – São Paulo
Horário: das 14h00 às 21h30