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Nilton Tadeu informa que condições das estradas influenciam na conservação dos amortecedores |
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Existe uma tendência natural nas empresas de usar a criatividade para aumentar as vendas somente quando se percebe que os números estão abaixo do planejado – ou do mínimo necessário para a saúde financeira da organização. Sob esse ponto de vista, um mercado aquecido induz naturalmente o empresário à acomodação, pois o consumidor é quem corre atrás dos produtos.
Mas, há uma corrente de pensamento segundo a qual o mercado é como uma borracha e, mesmo aquecido, ainda pode ser esticado um pouco mais, ou seja, se você está vendendo x passivamente - sem correr atrás do cliente – pode atingir x+y com um toque de diferencial competitivo.
Por isso, é comum as grandes corporações realizarem promoções em datas ou períodos especiais. No mercado de reposição de peças automotivas, tradicionalmente os fabricantes e, mais recentemente, as entidades setoriais, direcionam ações de comunicação em períodos especiais, como aqueles que antecedem as férias.
Realizada por meio comercial (propaganda) ou institucional (comunicado à imprensa que pode se reverter em matéria), a ação não deve ser imperativa no sentido da venda.
O ideal é prestar um serviço ao consumidor. A recompensa virá no reconhecimento da mensagem e na compra de produtos.
A Monroe é um exemplo. Este ano, mais uma vez a empresa alerta para a importância da segurança. No comunicado informa sobre o aumento do movimento nas estradas e mostra até dados operacionais dos amortecedores. “Em média, os amortecedores são acionados 2.500 vezes a cada mil metros percorridos, o que corresponde a cerca de 100 milhões de ações estabilizadoras a cada 40 mil quilômetros.” O fabricante também relata o que pode ocorrer quando a peça está com sua vida útil comprometida. “Crescem os riscos de aquaplanagens, desgaste prematuro dos pneus, trepidações excessivas, ruídos na suspensão e perda de estabilidade.
Com amortecedores desgastados, é necessária maior distância para frenagem e o motorista pode até perder o controle do carro em curvas e em pavimentos irregulares.” Depois de toda essa explanação, quem dá a dica a respeito de como proceder para evitar maiores danos é Nilton Tadeu Durães, gerente de Engenharia de Produto e Treinamento da Monroe: “As condições das estradas influenciam diretamente na conservação dos amortecedores.
O ideal é que eles sejam checados a cada 10 mil quilômetros”. Para finalizar, a empresa ainda divulga número de telefone, por meio do qual o consumidor pode ter acesso a mais informações.
Outra empresa que sempre realiza campanhas informativas é a Mann+Hummel. “O filtro do ar tem como função separar e eliminar as partículas contidas no ar aspirado pelo motor e cuidar para que somente ar limpo entre na câmara de combustão, evitando o desgaste excessivo de componentes do motor. Para veículos de passeio, a empresa recomenda a troca entre 10 mil e 15 mil quilômetros ou no máximo após um ano de uso, sempre seguindo as recomendações do fabricante do motor”, diz um dos textos sobre filtros.
Na sequência a empresa divulga dados técnicos e operacionais dos filtros de óleo e de cabine, informando que a não troca do primeiro reduz a durabilidade do óleo novo no motor em até 30%. Quando aborda o filtro de cabine a Mann+Hummel recomenda a manutenção preventiva do produto para proteger o sistema de ar-condicionado e evitar o acúmulo de partículas no vaporizador.
As campanhas das fábricas se refletem nas lojas. Segundo Carlos Gomes, proprietário da Carbwel Autopeças, as ações de comunicação geram sempre aumento nas vendas. “Os proprietários dos carros às vezes se esquecem da manutenção. Mas, quando vêem ou ouvem os alertas eles nos procuram e pedem orientações sobre vida útil das peças”, diz.
No balcão, o acréscimo na comercialização de produtos gira em torno de 10%. Para Carlos Gomes, porém, essas campanhas são muito úteis e melhores que as promoções, pois têm a virtude de provocar a conscientização permanente no consumidor. Ele acrescenta: “ a mídia tem papel importante no processo educativo. As pessoas interpretam as informações com seriedade e buscam os meios de evitar problemas”. Enfim, parece ser correta a percepção de que não há mercado aquecido que não possa ser um pouco mais esquentado. |