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Corolla 2.0 16V Dual VVT-i Flex |
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A novidade na linha Corolla é o motor 2.0 litros 16V Dual VVT-i Flex, um dos mais modernos aplicados em um veículo fabricado no Brasil |
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O Corolla 2.0 16V Dual VVT-i Flex é equipado com uma nova transmissão automática de quatro velocidades |
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A Toyota está decidida a não perder mais a liderança no segmento de sedãs médios no Brasil. O lançamento do motor 2.0 16V flex para o Corolla é mais uma ofensiva da marca japonesa no segmento. E vai além.
Quer manter seu três volumes na ponta e bloquear qualquer reação do rival Honda Civic. Ao mesmo tempo, há um claro objetivo de ampliar esse domínio. A meta é passar das 55 mil unidades vendidas em 2009 para 60 mil este ano, com mix de 50% para cada motorização. Na base, a marca mantém as versões com o antigo propulsor 1.8 e alguns preços realinhados. No andar de cima, as configurações top usam a nova unidade de força para, inclusive, alcançar as vendas de sedãs médios-grandes, como Ford Fusion e Hyundai Azera.
Esse é o objetivo, por exemplo, da nova versão top de linha Autis 2.0 16V. Ela custa R$ 89.160, preço parecido com o do Fusion (R$ 84.900) e do Azera (R$ 80 mil). Já o Camry, o verdadeiro médio-grande da marca, não consegue se aproximar desses valores e sai por R$ 145 mil. Sendo assim, o Autis substitui a SE-G, antiga topo da gama, que custava menos: R$ 87.170. A versão mais em conta com o novo motor é a XEi, que mantém o preço de R$ 75.830 da versão anterior do XEi 1.8 automática.
O preço da versão top provavelmente seja para compensar o novo motor que é importado do Japão. Trata-se de um 2.0 16V Dual VVT-i Flex que inaugura uma nova família de motores da montadora japonesa, chamada ZR. Com bloco e pistões em alumínio, a unidade de força foi desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro pela matriz da Toyota com a colaboração de engenheiros da filial brasileira.
O nome do propulsor refere-se ao comando duplo variável de válvulas, na admissão e no escape. O 1.8 só tem comando variável na admissão. O moderno motor gera 142 cv de potência com gasolina a 5.600 rpm e 153 cv com etanol, a 5.800 giros. O torque máximo atinge 19,8 kgfm nas 4 mil rotações com o combustível fóssil e 20,7 kgfm nas 4.800 rpm com o vegetal. O motor 1.8 permanece com 132/136 cv e 17,3/17,5 kgfm.
O novo trem de força do Corolla tem outra novidade. Trata-se da transmissão automática Shifttronic, com relações para trabalhar com a nova litragem, mas que mantém as quatro velocidades das versões 1.8.
A grande diferença aparente, contudo, é a opção de mudanças sequenciais na manopla ou através de borboletas atrás do volante.
A montadora teve de fazer outros ajustes para receber o novo propulsor 2.0 e também para deixar o modelo, criticado por seu estilo conservador perante os desenhos mais arrojados dos rivais, um pouco mais esportivo. A direção elétrica do sedã foi recalibrada, promete respostas mais diretas e privilegia uma condução mais dinâmica. Com esse objetivo também foram recalibradas as molas da suspensão traseira e dianteira, que tornaram o modelo mais firme. Já o ar-condicionado recebeu um compressor de volume variável, que, segundo a marca nipônica, tem como objetivo principal roubar menos força do motor e, com isso, otimizar o que de melhor o 2.0 pode oferecer.
Mas, para manter a hegemonia no nicho, a Toyota não descuidou dos seus modelos de entrada. Realinhou os preços da versão mais recente da linha, a GLi, lançada no ano passado, peça fundamental na ofensiva do Corolla sobre o Civic – o modelo da Toyota passou o da Honda nas vendas nos últimos meses de 2009. A GLi 1.8 ganhou um “desconto” de R$ 1 mil. Com isso, agora a versão topo com o velho propulsor custa R$ 65.660 na mecânica e R$ 69.660 na automática. A versão de entrada XLi 1.8 permanece R$ 61.890 na manual e R$ 65.920 na automática.
O Primeiro Toyota Corolla Foi Lançado Em 1966
No Brasil, o sedã estreou em 1994, como importado. Em 1998 surgiu o primeiro Corolla nacional, feito na planta de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Essa atual geração do Corolla data de 2002. Em 2008 a marca japonesa promoveu uma profunda reestilização no modelo, mas manteve a mesma plataforma.
A Toyota começou suas operações no Brasil em 1956, com a produção do jipe Bandeirante em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
O Corolla teve uma derivação station wagon chamada Fielder entre 2005 e 2008.
Tecnologia – O Corolla usa uma plataforma de 2002, antiga para o segmento de sedãs médios. Conta com uma suspensão traseira por eixo de torção, enquanto a maioria dos rivais já adotou a independente
O câmbio automático, apesar de apresentado como novo, só oferece quatro velocidades. A grande modernidade é mesmo o motor 2.0 com comando variável na admissão e escape, e bloco e pistões em alumínio. Os itens de segurança incluem airbag duplo e ABS para todos os modelos – os com 2.0 têm bolsas laterais de série.
O rádio, contudo, sequer oferece entrada auxiliar para iPod ou bluetooth.
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