Edição 187 - Entrevista
 
Tecnologia Igual; Preço Menor
Ecaterina Grigulevitch, gerente Nacional de Marketing e Administração de Vendas da Monroe
 
Redação

O mercado independente de reposição, embora seja um segmento menor e com poder econômico inferior ao das montadoras, terá de realizar investimentos para alcançar os mesmos níveis para lidar com a tecnologia de peças e com equipamentos de diagnóstico, visando obter qualidade e produtividade nos serviços. Mas, mesmo com tecnologia similar à das concessionárias, os preços nas oficinas independentes poderão ser menores para os proprietários de veículos. Essas são informações de Ecaterina Grigulevitch, gerente Nacional de Marketing e Administração de Vendas da Monroe, em entrevista exclusiva para a Revista Mercado Automotivo. Ela também fala sobre o desempenho do mercado em 2010 e as novidades que sua empresa está programando para este ano.

  Ecaterina Grigulevitch
  Ecaterina Grigulevitch
   

Revista Mercado Automotivo – Os avanços da tecnologia eletrônica nos veículos e os equipamentos de diagnóstico nas empresas de reparação tendem a equiparar preços de concessionárias e oficinas, posto que a medição de um tempo será feita com os mesmos parâmetros em ambas e a realização de serviços com ferramentas similares?
Ecaterina Grigulevitch – Imagino que sim, no entanto, creio que o preço da oficina continuará sendo menor considerando a diferença da estrutura de custos destes dois canais. Embora o avanço tecnológico contribua para equiparar os preços, a estrutura dos canais será um dos componentes para que a diferença de preços continue existindo entre estes canais.

MA – Nesse processo, existe risco a algum elo da cadeia de reposição independente?
EG – Não creio que exista algum risco para elos da cadeia desde que cada um contribua para manter a competitividade da cadeia de reposição.

MA – Os nichos de resistência a novos conceitos se encontram no consumidor (devido ao preço das novas tecnologias) ou em empresas e profissionais do setor?
EG – A resistência inicial vem dos dois nichos. No entanto, creio que é mais intensa nas empresas e nos profissionais. Estes novos conceitos exigirão um investimento maior dos empresários tanto nos equipamentos como nos profissionais e estes terão que estar conscientes da necessidade de aperfeiçoamento profissional. O consumidor aceitará pagar um preço justo pelo avanço destas tecnologias que contribuirão para uma melhor performance de seu veículo.

MA – Como a indústria nacional tem colaborado para o aperfeiçoamento do mercado?
EG – Um dos pilares deste aperfeiçoamento é o treinamento oferecido pelas indústrias.

MA
– Especialmente a Monroe, como participa desse processo?
EG – Treinamento sempre foi um dos diferenciais da Monroe. No nosso programa de fidelidade Monroe Club oferecemos cinco módulos de treinamento, um para cada público. Temos módulos específicos tanto para o proprietário da loja como para o mecânico. Também ministramos treinamentos para instaladores de autopeças que não participam deste programa. Acreditamos que investir no profissional é uma das maneiras mais efetivas para contribuir neste processo.

MA – O que a empresa está lançando ou lançará brevemente em produtos e serviços para o segmento de reposição?
EG – Estamos buscando novas parcerias para aumentar o nosso portfólio de produtos, bem como novas tecnologias estão sendo desenvolvidas nacionalmente, buscando sempre alcançar diferenciais nos nossos produtos.

MA – A senhora é favorável à criação de linhas de financiamento do governo para o proprietário fazer a manutenção do veículo?
EG – Sim.

MA – Por quê?
EG – Acredito que contribuirá para aquecer o mercado de reposição independente.

MA – O que a senhora espera do desempenho do mercado em 2010?
EG – A expectativa do grupo Tenneco é que em 2010 o mercado esteja aquecido como já vem demonstrando nestes primeiros meses do ano, tanto para as montadoras como para a reposição.

MA – Poderá haver falta de produto em caso de recorde de produção de veículos?
EG – A Tenneco vem investindo e se preparando nos últimos anos para ampliar sua capacidade produtiva e atender à demanda do mercado.

 
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