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Implemento graneleiro: muito mais leve que as versões anteriores |
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Se o mercado de implementos rodoviários vai bem é porque o País no geral vai de vento em popa. Isso se reflete nos números de mercado e no que é esperado para este ano. De acordo com a Anfir – Associação Nacional de Implementos Rodoviários –, a indústria de implementos vem apresentando melhora em seu desempenho desde o início do segundo semestre de 2009 e recuperando mês a mês as perdas registradas de setembro de 2008 a maio daquele ano. “A recuperação, no entanto, não será suficiente para zerar a queda acumulada naquele período, mas, sim, para anunciar um bom cenário para 2010, quando está sendo previsto crescimento de 6% a 8%”, diz o presidente da instituição, Rafael Wolf Campos.
Para garantir que este crescimento aconteça, as indústrias de implementos estão investindo em tecnologia para atrair o cliente. “A Randon trouxe para o mercado em 2009 novidades mais focadas em segurança no transporte como, por exemplo, o sistema ABS e os sistemas de controle de estabilidade (EBS) que demonstram tendência no segmento rodoviário, porém estas tecnologias ainda são pouco utilizadas devido ao custo inicial de aquisição”, conta o diretor Comercial da Randon, Cesar Pisseti.
No entanto, afirma Pisseti, alguns segmentos específicos, como o mercado de basculantes para mineração, já demonstram interesse na utilização de soluções tecnológicas. “Este segmento tem procurado, por exemplo, o nosso sistema de controle de inclinação lateral, importante durante a descarga e que evita tombamentos na operação.
Percebemos que, aos poucos, os clientes Randon estão optando por adquirir sistemas eletrônicos que facilitam o trabalho do motorista”, diz.
A busca por tecnologia não pára por aí além dos sistemas de eletrônica embarcada, a grande vedete das indústrias de implementos é a utilização de materiais mais leves, como os aços especiais. “Com a aplicação do limite do peso de balança, com certeza ter implementos mais leves e mais robustos é o segredo do sucesso”, afirma Kimio Mori, da Noma do Brasil. Mas, de acordo com o diretor, ter um produto mais leve e mais durável geralmente custa mais caro. “Creio que hoje o mercado esteja mais atento aos produtos feitos em aços especiais, como o aço carbono e inox. O alumínio também tem sido mais utilizado que antes. Inclua isso a sistemas eletrônicos para alertar o motorista sobre a posição da caçamba, sobre a segurança de operação, sobre o peso da carga transportada, e o resultado é um produto com capacidade de transportar mais carga e consequentemente aliviar o preço final do transporte”, conclui Mori.
Na Randon a escolha de materiais também é essencial: “A utilização de ligas de aços especiais permitiram que a Randon oferecesse ao cliente uma redução do peso dos implementos proporcionando o transporte de maior carga líquida e consequente ganho de produtividade em alguns segmentos, além da redução do consumo de combustível ao rodar vazio. Materiais compósitos foram desenvolvidos para fabricação de laterais e componentes aumentando a qualidade e resistência de nossos produtos e indo de encontro com a consciência ecológica de nossas empresas”, explica Pisseti.
Pisseti também conta que a tecnologia embarcada pode surgir de uma exigência do Governo. “Um exemplo é que este ano o mercado de caminhões e semirreboques terá a obrigatoriedade da instalação de equipamento antifurto de fábrica, conforme Resolução nº 245/07 do Contran, que poderá ser integrado ou não a sistemas de gestão de frota.
Esta resolução pode trazer uma série de novas tecnologias que já estão em desenvolvimento nas montadoras e implementadores, porém a resolução informa que a ativação deste equipamento é um opcional do cliente e ainda é preciso aguardar o momento certo em que haja receptividade do mercado”. Adiantando essa tecnologia, a Guerra já oferece o Equipamento Localizador e de Bloqueio Autônomo Remoto, que bloqueia remotamente o semirreboque.
Mudanças drásticas
Nos últimos 10 anos houve uma evolução mais acelerada na eletrônica embarcada dos caminhões e cavalos mecânicos, acompanhando a tendência automotiva. De certa forma os implementos seguiram um processo um pouco mais lento, visto que um implemento praticamente não possui circuitos e módulos eletrônicos embarcados. Segundo Pisseti, da Randon, a tendência é mudar com o advento da obrigatoriedade do sistema antifurto, pois o cliente poderá vir a utilizar este equipamento como benefício logístico, uma vez que o equipamento sairá de fábrica apto a ser ativado. |