O licenciamento de veículos automotores novos atingiu o expressivo número de 4,8 milhões de unidades (incluídas motos e scooters), representando um crescimento real de novos veículos na frota circulante de 1,83%, bem abaixo da estimativa das montadoras que projetavam um crescimento de 10% (antes da crise).
Todos os segmentos de veículos tiveram redução de licenciamento, com exceção do segmento de automóveis que, por sua expressividade, contribuiu para que o montante total não tivesse sido negativo. Entre os veículos nacionais, o destaque fica por conta do segmento de automóveis: foram 2,16 milhões de novos veículos licenciados, 50% deles de até 1.000 cc e 88,2% montados no sistema flex, movidos então a bicombustível.
Em 2009 o licenciamento de veículos importados representou 8,85% do total, contra 9,0% em 2008. Redução mínima, explicada por uma contenção moderada dos importadores e pelos efeitos da variação cambial que intimidou os mais otimistas.
No início de 2008 o dólar comercial estava cotado a R$ 1,77 chegando a R$ 1,55 em agosto daquele ano. Logo após o irrompimento da crise, seus efeitos diretos e indiretos fizeram a moeda americana atingir a cotação de R$ 2,93 no fim do ano, abrindo o ano de 2009 a R$ 2,33.
Esta oscilação freou o ímpeto dos importadores, com queda substancial das importações entre os comerciais leves (-49,15%), caminhões ( 17,81%), ônibus (-35,87%) e motos (-26,69%). Para 2010, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) projeta crescimento médio de 10% na venda e emplacamento de veículos, sendo que nos segmentos de comerciais pesados (caminhões e ônibus) e de máquinas agrícolas este índice deve ser um pouco maior. No segmento de duas rodas, estima-se um emplacamento de 1,8 milhão de unidades entre motos e scooters e quase 2 milhões de produção.
LICENCIAMENTO DE VEÍCULOS NOVOS



MÁQUINAS AGRÍCOLAS
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