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Antonio Carlos Bento, coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças |
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O Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) estima que em 2009 o setor de reposição automotiva contribuiu com a economia nacional com movimentação de valores perto de R$ 57,2 bilhões, empregando diretamente quase 1 milhão de trabalhadores.
São números que impressionam se comparados a outros setores não menos representativos e, por si só, superiores ao PIB (Produto Interno Bruto) de mais 120 países do mundo, comprovando a força do setor.
Para 2010 as previsões são ainda melhores. Segundo Antonio Carlos Bento, coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças, o crescimento no faturamento do setor deve atingir 9,5%, o que resultará em valores e negócios próximos de R$ 62,6 bilhões, incluindo todos os elementos da cadeia de distribuição automotiva, ou seja, fabricantes, distribuidores, varejistas e oficinas.
As projeções do GMA se baseiam em diversos fatores e agregados econômicos que, agindo em conjunto, serão determinantes para que esses números sejam alcançados.
Entre esses fatores está o crescimento natural da frota rodante de veículos automotores no Brasil, que atingirá 40 milhões de unidades em 2010 (incluindo 12 milhões de motos e scooters), e da ampliação da inspeção ambiental em São Paulo que, sozinha, deverá gerar um incremento de receita 20% maior nas oficinas mecânicas da cidade.
Para Bento, não basta aguardar esses resultados de forma passiva. É preciso agir, criando reação associada entre eles. Por isso o GMA orienta seus parceiros diretos e constituídos pelos elementos que compõem a cadeia sobre a necessidade de disseminar a informação, sobretudo agindo em: (1) incentivar a prática da manutenção preventiva; (2) ampliar a divulgação em mídias alternativas; e (3) ampliar treinamento e capacitação de mecânicos e aplicadores.
Outro fator relevante que deve concentrar a atenção e o interesse das partes envolvidas é a preocupação como as fábricas de autopeças estarão organizadas para atender a demanda que será gerada.
Uma forte recuperação na produção de veículos certamente criará um impacto direto e imediato na reposição independente em relação ao abastecimento das necessidades do setor. Antonio Carlos Bento comentou que o setor não deve temer por um possível desabastecimento de peças, mesmo porque as fábricas estão preparadas para responder a esse incremento de demanda sem investir em aumento da atual capacidade e logística alocada.
Entretanto, a análise da série histórica dos números informados pelo Sindipeças da distribuição percentual por segmento aponta por comportamento oscilante, derivado das políticas das fábricas em atender inicialmente a demanda de peças das montadoras de veículos.
Em 2009 o desvio percentual para o segmento de reposição das fábricas para os distribuidores foi de 15%, contra a média de 13,5% nos últimos 4 anos, como demonstrado na tabela ao lado. Independentemente das consequências deste desempenho previsto há uma certeza: qualquer que seja o resultado, passa pelo reparador a maior fatia do bolo e sua missão é estar preparado para atender o exigente usuário de veículos, tanto no aspecto de qualidade de serviços como na capacitação técnica e na ética profissional, conceitos inquestionáveis em qualquer discussão. |