A FPT-Powertrain Technologies revolucionou os sistemas eletro-hidráulicos de acionamento das válvulas com a apresentação do MultiAir. Essa nova tecnologia permite um controle dinâmico e direto do ar admitido pelo motor, reduzindo, assim, o consumo de combustível e as emissões de poluentes |
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Com a tecnologia modular, o sistema MultiAir da FPT pode ser adaptado a motores já existentes |
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O sistema de gerenciamento da admissão ar–combustível prioriza a força em baixas rotações sem comprometer a potência quando o giro é alto, proporciona redução de emissão de poluentes e menor consumo de combustível |
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Pesquisas sobre o controle das válvulas a ar não são novidades na indústria automotiva. Desde o começo dos anos 80, alguns grupos já estudavam o conceito de acionamento eletromagnético com o intuito de conseguir o máximo de flexibilidade e uma resposta mais dinâmica. Mas somente no ano passado a FPT-Powertrain Technologies apresentou no Salão de Genebra uma solução comercial que começou a ser aplicada ainda naquele ano: o MultiAir, um novo sistema eletro-hidráulico de acionamento das válvulas que permite um controle dinâmico e direto do ar admitido pelo motor, controlando também indiretamente a combustão, cilindro a cilindro e ciclo a ciclo.
Os engenheiros da equipe FPT conseguiram desenvolver um sistema versátil, que pode ser aplicado em motores a gasolina e também flex e com possíveis adaptações para propulsores a diesel. O primeiro carro a usufruir dessa tecnologia foi o Alfa Romeo MiTo. Mas agora esta tecnologia estará em todos os motores Fire 1.4L 16V naturalmente aspirados e turbocomprimidos.
De acordo com a FPT, a grande vantagem do MultiAir é o controle da quantidade e das características da carga de mistura fresca nos cilindros. Com isso, o sistema possibilita maior redução de emissões e de consumo de combustível, que pode chegar a 10%. O sistema também aumenta a potência máxima em até 10%, isso graças à adoção de um perfil de came mecânico orientado para a potência. Além disso, o torque e a resposta dinâmica se tornam mais eficientes, porque contam com o fechamento antecipado das válvulas de admissão, maximizando o rendimento volumétrico do motor em baixas rotações.
Mais controle
O sistema MultiAir nos motores a gasolina ou flex controla a potência por meio da dosagem da quantidade de ar aspirado pelo motor, com isso, o sistema de injeção garante a porcentagem de combustível adequada àquela quantidade de ar. Nos motores a diesel acontece a mesma coisa, mas requer um sistema de sobrealimentação.
Para entender a evolução, basta saber que os motores a gasolina e flex convencionais – antes do MultiAir – controlam a massa de ar admitido nos cilindros pela abertura da válvula tipo borboleta do acelerador e também pela abertura total e constante das válvulas de admissão.
Como funciona
Segundo a equipe de engenheiros da FPT, o sistema MultiAir funciona através de um pistão, movido por um came de entrada mecânico que é conectado à válvula de admissão por meio de uma câmara hidráulica, controlada por uma válvula solenóide on/off normalmente aberta.
Quando a válvula solenóide é fechada, o óleo na câmara hidráulica se comporta como um corpo sólido e transmite para as válvulas de admissão o movimento de abertura imposto pelo came mecânico. Já quando ela está aberta, este óleo pode escorrer livremente de volta para o motor. O fechamento do percurso é controlado por um freio hidráulico dedicado que garante uma fase de assentamento suave e regular em qualquer condição operacional do motor.
Com esse sistema é possível ter um controle do tempo de fechamento e abertura da válvula solenóide possibilitando uma enorme gama de programações de abertura das válvulas de admissão para deixar a condução mais confortável e econômica.
Futuro
A equipe de engenheiros da FPT acredita que a tecnologia MultiAir abrirá o caminho para uma onda de evoluções tecnológicas adicionais para motores a gasolina, como, por exemplo, a integração do controle de massa de ar com injeção direta de gasolina para melhoria adicional de resposta e economia de combustível.
Ainda segundo a empresa, novas pesquisas indicarão, também, estratégias mais avançadas de abertura de múltiplas válvulas, gerando redução ainda maior de emissões. Agora, é esperar para ver. |