Edição 184 - Mercado
 
Balanço Positivo
Graças aos incentivos fiscais e a oferta de crédito, produção e vendas de autoveículos em 2009 superam as expectativas
 
Texto: Redação

 

  Balanço Positivo
   

Dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostraram que, em 2009, a indústria nacional de veículos produziu, de janeiro a dezembro do ano passado, um total de 3.182.617 autoveículos. Deste total, 3.004.535 são de veículos leves, 167.330 são caminhões e 44.111, ônibus.

Ao comparar com o mesmo período de 2008, quando a soma chegou a 3.215.976 unidades, a queda produtiva foi de apenas 1%. Já o último mês do ano passado foi excelente para as fabricantes instaladas no Brasil. A produção somou 251.482 unidades, menor que a de novembro, que chegou a 291.069, mas é 159,1% maior que a do mesmo mês do ano anterior, quando totalizou 97.048 unidades.

A partir do início da crise na economia mundial, a produção de máquinas agrícolas automotrizes sofreu queda e não se recuperou. Em 2008 totalizou 84.992, e no ano passado chegou a 66.020 unidades, ou seja, decréscimo de 22,3%.

O que preocupa o presidente da entidade, Jackson Schneider, é a queda nas exportações. No período passado, as fabricantes de veículos produziram para o mercado externo 475.285 unidades, contra 734.583 em 2008, o que representa queda de 35,3%. “O desafio será saber se, na volta dos mercados que deixaram de comprar do Brasil, retomaremos a presença que tínhamos antes da crise; também é difícil a produção brasileira competir com o dólar a R$ 1,70”, declarou o presidente na primeira reunião do ano com a imprensa, que aconteceu na sede da entidade em São Paulo no dia 7 de janeiro.

Emplacamentos mantêm estabilidade
No ano passado, os emplacamentos de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte) somaram 4.843.030 unidades, contra 4.849.497 unidades em 2008, ou seja, uma pequena queda de 0,13%. No entanto, segmentos como os de automóveis e comerciais leves tiveram desempenho bem acima do esperado totalizando alta de 12,66% no acumulado do ano, e crescimento de 51,12% ao se comparar dezembro de 2009 com o mesmo mês do ano anterior.

Confrontando o resultado de 2009 com o de 2008, ocorreu queda para os setores de caminhões (11,47%), ônibus (14,19%) e motos (16,42%). “A resposta do governo brasileiro à crise financeira internacional foi rápida e eficiente. O Brasil estava preparado, estável, econômica e politicamente. Tudo isto é muito importante para quem investe e para quem quer se desenvolver, trabalhar e estudar, e contribuiu para que as vendas de automóveis e comerciais leves se recuperassem”, explicou Sergio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), entidade responsável pela divulgação dos índices. Ainda segundo Reze, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a oferta de crédito impulsionaram as vendas. “O foco dado pelo governo a setores como o automotivo ocorreu em função de nossa visibilidade no mercado. O governo sabia que se o setor automotivo se recuperasse logo, esta seria a prova de que o País sairia bem e logo da crise”, finalizou.

Para o ano que está iniciando, a Fenabrave projeta crescimento. As vendas devem apresentar crescimento de 10,02%, totalizando 5.226.572 unidades. O segmento de automóveis e comerciais leves deve comercializar 3.302.407 unidades, numa alta de 9,73%. Já o setor de caminhões deve negociar 123.885 unidades, evolução de 13,50%. O setor de ônibus prevê crescimento de 11,50% e total de 25.196 unidades vendidas, enquanto as motos contabilizarão 1.775.084 unidades, alta de 10,30%.


 
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