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No início das operações, a General Motors atuava em galpões alugados localizados no bairro do Ipiranga. Os veículos chegavam desmontados dos Estados Unidos |
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Opala, primeiro veículo da marca Chevrolet fabricado no Brasil, sua produção começou em 1968, e foi encerrada 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades vendidas |
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Atual presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, é o responsável por gerenciar os investimentos anunciados pela companhia, que totalizam R$ 5 bilhões. A proposta é renovar toda a linha de produtos, ampliar as unidades produtivas e construir a nova fábrica de motores em Santa Catarina |
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José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors, depois da reestruturação pela qual passou a matriz, o executivo apareceu em rede nacional para explicar as mudanças e comunicar que as operações brasileiras haviam saído do processo ainda mais fortalecidas |
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O Chevrolet Agile marca a renovação da linha de veículos que ocorrerá até 2012. Premiado pela imprensa especializada, teve mais de 14 mil unidades emplacadas no período de 2 meses |
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Participantes do projeto Fábrica de Cabides, uma das ações do Instituto General Motors para formar empreendedores |
Fundada no dia 26 de janeiro de 1925, em galpões alugados no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, a General Motors, fabricante de veículos de origem norte-americana, completa 85 anos de atividades em nosso país.
Neste período ela se transformou na maior subsidiária da corporação na América do Sul e a segunda maior operação fora dos Estados Unidos. No começo, as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos EUA. Passados cinco anos, em 1930, a GMB, com a certeza de que havia um enorme potencial de crescimento em nosso país, inaugurava sua primeira fábrica nacional, na cidade de São Caetano do Sul (SP).
A expansão continuou em 1958, pois começou a operar a segunda unidade produtiva em São José dos Campos, interior de São Paulo, que foi inaugurada oficialmente um ano depois pelo então presidente da República, Juscelino Kubitschek.
A ampliação da linha de produtos ocorreu em 1968, quando lançou o Opala, o primeiro automóvel da marca Chevrolet a ser produzido no País. O sucesso foi tanto que a fabricação do modelo só parou 24 anos depois, ou seja, em 1.992, quando alcançou mais de 1 milhão de unidades vendidas.
O tempo passou, os consumidores evoluíram, foram ficando mais exigentes e a empresa acompanhou essas mudanças. Assim, em 1973 lançou outro ícone na história da indústria do automóvel nacional: o Chevette, modelo que acumulou vendas superiores a 1,2 milhão de unidades, até ser substituído pelo Corsa em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível.
A constante busca por satisfazer o consumidor fez com que chegassem veículos, como Monza, Kadett, Omega, Vectra, a picape média S10 (que no ano passado completou 15 anos na liderança do segmento) e o utilitário Blazer, para diferentes públicos.
Apenas duas unidades produtivas eram poucas para as ambições da empresa, por isso, em julho de 2000 inaugurou o Complexo Industrial de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Uma das fábricas mais modernas do mundo, onde são produzidos Celta e Prisma.
O Complexo recebe visita de especialistas em manufatura de veículos de todo o mundo, que querem conhecer o sistema de montagem dos modelos, os quais são feitos com a parceria dos fornecedores sistemistas, instalados dentro da unidade industrial.
A GM brasileira comanda a Divisão LAAM, a qual engloba América Latina, África e Oriente Médio. Assim, ela é responsável por todas as mudanças nestas unidades como: expansão, introdução de novos produtos e implementação de novas unidades fabris nas fábricas atuais localizadas na Argentina, no Equador, na Colômbia, Venezuela, no Quênia, Egito e na África do Sul.
Mesmo com crise, 2009 foi o melhor ano para a GM
Logo nos primeiros dias de 2010 a General Motors divulgou que a marca Chevrolet registrou recorde histórico de vendas no Brasil em 2009. Isso porque foram emplacados 595.536 veículos, ou seja, seu melhor desempenho em quase 85 anos de atividades no mercado nacional.
O resultado é ainda mais expressivo se lembrarmos que, quando iniciou o ano de 2009, pairavam nuvens de incertezas sobre as fábricas da GM Brasil. Afinal, em outubro do ano anterior, o tradicional banco de investimentos fundado em 1850, o Lehman Brothers, e a maior empresa seguradora dos Estados Unidos, a American International Group (AIG), faliram. E a General Motors dos EUA, como todas as indústrias automobilísticas mundiais, sofreram com esses acontecimentos.
A companhia entrou num processo de concordata, demitiu funcionários, fechou fábricas, entre outras ações. O governo norte-americano lançou um plano para ajudar as fabricantes de veículos que amargavam enormes prejuízos, pois os consumidores perdiam seus empregos e consequentemente deixavam de comprar, mas, antes de liberar as verbas, exigiu planos de reestruturação. Enquanto as negociações e a elaboração dos planos se arrastavam, aqui as pessoas perguntavam o que aconteceria com a operação brasileira da GM. E a resposta dos principais executivos da companhia era que ela não seria nem arranhada, pois a empresa tinha caixa e autonomia para investir e crescer.
Já em fevereiro, a fabricante, com sede em São Caetano do Sul, começou a mostrar do que era capaz. Reuniu a imprensa especializada brasileira, apresentou o SUV Captiva Ecotec importado do México e comemorou os 35 anos de atividades do Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), e ainda inaugurou a pista de testes Black Lake. O local passou por ampliação física e de número de equipamentos para os diversos laboratórios experimentais. Com 28 dias, o segundo mês de 2009 foi pequeno, já que a fabricante lançou a segunda geração do sedã médio Vectra, denominado Next Edition, que chegou equipado com um novo propulsor 2.0L Flexpower, mais potente, econômico e menos poluente que o anterior.
As negociações da matriz com o governo norte-americano chegaram a um denominador comum, a companhia passou por reestruturação, se desfez de algumas marcas, elegeu um novo conselho e ganhou como acionistas os governos americano e canadense. “A GM do Brasil está entre os cinco melhores centros de desenvolvimento de engenharia da corporação no mundo. Depois da reestruturação, saímos ainda mais fortalecidos. No final de 2008, ficou determinado que a empresa brasileira não enviaria recursos para a matriz, e também não receberia. Isso nos encorajou a aumentar nosso caixa, o que justifica um plano de investimentos para renovar a linha e também lançar novos produtos”, explica José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da companhia.
No total estão previstos investimentos que somam R$ 5 bilhões até 2012 na ampliação das fábricas, na construção da nova unidade de produção de motores em Santa Catarina, entre outras ações. Ainda em 2009, a montadora atualizou o hatch Premium Vectra GT e GT-X, trocou os propulsores do Astra e Zafira pelo 2.0L Flexpower nova geração, incluiu no mix de produtos a opção 1.0L Flex VHCE do Prisma (antes só comercializado com motor 1.4L Econo.Flex), trouxe novas versões para a picape compacta Montana e para a monovolume Meriva.
Mas o que pode ser chamado de marco da Nova GM aconteceu em duas partes. No início de setembro, a empresa inaugurou a ampliação de seu Centro Tecnológico, localizado na unidade de São Caetano do Sul.
A ampliação, que também incluiu a modernização e construção de novos laboratórios e pistas do Campo de Provas da Cruz Alta, começou em 2006. Segundo divulgado pela GM, foram investidos US$ 100 milhões no aumento da estrutura física e na aquisição de novos equipamentos, além da contratação de profissionais.
Este investimento integra o plano de modernização, pois a empresa recebeu a missão de ser um dos centros globais de desenvolvimento de produto. “O centro tecnológico vai permitir exportar tecnologia. Ela acontece de várias formas: a primeira é quando enviamos engenheiros para outros países e cobramos por esses serviços. A segunda é quando fazemos desenvolvimento de produto que não vai ser vendido no Brasil”, explica Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.
Atualmente, o Centro Tecnológico conta com mais de 2.000 profissionais envolvidos diretamente em projetos de criação e desenvolvimento de veículos para vários países.
Eles estão divididos entre os Centros de Engenharia, Design e Manufatura, pois a fabricante é capaz de desenvolver novos veículos, desde seu desenho inicial até a montagem final na fábrica. “O último modelo do Hammer, o H3, foi desenvolvido no Brasil por nossos engenheiros e designers. Em 2008, esta área de negócios trouxe receitas para a GM do Brasil que totalizaram US$ 180 milhões”, revela Ardila. Já a segunda parte desse marco aconteceu no início de outubro, na província de Mendonza, na Argentina, quando a montadora reuniu a imprensa especializada brasileira, argentina, uruguaia e paraguaia para mostrar o Agile.
Posicionado entre Corsa e Astra, o hatchback é o primeiro integrante da família Viva. Foi totalmente desenvolvido no Centro Tecnológico de São Caetano do Sul e Campo de Provas da Cruz Alta. O design do modelo marca a entrada no Brasil da nova identidade global dos veículos da Chevrolet. A imprensa especializada aprovou, pois, o Agile, equipado com propulsor 1.4L Econo. Flex foi prêmiado como melhor carro nacional e carro Abiauto, os dois entregues pela Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva), após eleição da qual participaram 73 jornalistas especializados de todo o País filiados à entidade, e Carro do Ano promovido pela revista Auto Esporte.
Mas a verdadeira consagração para o produto veio por parte dos consumidores. Nos dois primeiros meses de comercialização (novembro/dezembro), o hatch com teto alto da marca Chevrolet teve mais de 14 mil unidades emplacadas.
Atualmente, a GMB produz aqui a família Corsa (hatch, sedã, monovolume Meriva e picape Montana), Chevrolet Classic, Astra, família Vectra (sedã médio, hatch Premium GT e GT-X), Celta, Prisma, picape média S10, utilitário Blazer (ambos com motorização diesel e Flexpower) e a minivan Zafira. Importa da Austrália o Chevrolet Omega e do México, os SUVs Captiva Sport e Captiva Sport Ecotec, comercializados em mais de 500 revendas autorizadas.
Conta com três complexos industriais produtores de veículos, em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Gravataí, e ainda opera outras unidades em Mogi das Cruzes, Sorocaba e Indaiatuba (todas em SP). Começamos um novo ano e nele a empresa comemora 85 anos de atividades em terras brasileiras. O plano de investimentos segue com ótimas perspectivas e a certeza de que a General Motors brasileira é exemplo de produtividade e criatividade dentro da corporação.
Projetos sociais
O Instituto GM, braço social da General Motors do Brasil na área educacional e de programas de auxílio, já beneficiaram milhares de pessoas nas localidades onde mantém suas unidades operacionais.
Principais projetos do Instituto General Motors:
Informática Educacional – inaugurado em 1999 – parceria entre o IGM e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Foco – Formação com Competência, inaugurado em 2000 – parceria do IGM com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul para qualificar a mão de obra da região, implementado também em Gravataí, inclui o curso de Informática Sênior para a terceira idade.
Banco de Alimentos – inaugurado em 1999 – o projeto é uma parceria entre o IGM e a organização não governamental especializada na coleta urbana e distribuição de alimentos em São Paulo.
Empresários para o Futuro – inaugurado em 1989 – jovens aprendem a abrir, administrar e fechar uma empresa, no caso, uma fábrica de cabides.
Programa de Doações – asilos, albergues, creches, escolas e instituições de saúde recebem as doações do IGM.
Sopa Solidária – servida em Santo André, São José dos Campos e Gravataí.
Campanhas Emergenciais – a arrecadação é feita pelos próprios funcionários da GMB e os itens doados são distribuídos para várias comunidades.
Alfabetização Solidária
Programa Ruty Cassiano – voltado às mulheres da comunidade de Indaiatuba, tem o objetivo de oferecer curso de corte e costura industrial para auxiliar no sustento das participantes e seus familiares.
Parabéns GM por todo esse sucesso!
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