Edição 184 - Duas Rodas
 
Setor de Duas Rodas Não Reage
Medidas aplicadas pelo Governo para incentivar vendas de motos novas não surtem efeitos
e os emplacamentos ficam abaixo do esperado
 
Texto: Redação
 
  Setor de duas rodas não reage
  Setor de duas rodas não reage

No ano passado, o maior problema enfrentado pelo setor produtivo foi tentar descobrir quais seriam as consequências da crise mundial em nosso país.

Para o segmento de automóveis e comerciais leves, o Governo agiu rápido, isentou o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e abriu linhas de créditos para financiamentos, o que surtiu efeito positivo. Já no segmento de duas rodas, não foi bem assim. As fabricantes de motocicletas estão instaladas na Zona Franca de Manaus, por isso são isentas da cobrança do IPI, então restava mexer na Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o que ocorreu só no mês de março, mas ainda faltou linha de crédito, já que a maioria das vendas de motocicletas é financiada. Assim, os emplacamentos ficaram aquém do esperado, é o que mostra o levantamento feito pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) junto ao Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Enquanto em 2008 foram emplacadas 1.925.514 unidades, no ano passado o total foi 1.609.251 motocicletas, isso representa queda de 16,42% entre um ano e outro.

Com a falta de crédito, os consumidores foram às compras dos modelos usados e seminovos. Em 2009 foram transferidas 1.790.263 unidades, contra 1.716.325 do ano anterior. No final do ano passado, dia 17 de dezembro, o Governo anunciou a nova isenção de PIS/Cofins para a compra de motocicletas até 150 cc³, válida até março de 2010, com redução da cobrança de 3% para 0%.

O Governo ainda criou uma linha especial de crédito da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de R$ 3 bilhões para o financiamento de motos. A Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, aprovou os benefícios anunciados. A entidade informou que para o consumidor final a isenção da Cofins representa uma queda de aproximadamente R$ 200 no valor do produto final.

Para este ano, as projeções da Fenabrave são de que o segmento de motos novas volte a crescer e deve contabilizar 1.775.084 unidades emplacadas, numa alta de 10,30%.

 
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