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Produtos Bosch para o mercado de freios |
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Otimista, Rogério Ragazzon, diretor Comercial da Fras-le, acredita que a marca esteja no caminho certo para atingir o status de empresa global (Foto: Magrão Scalco) |
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Bons negócios à vista com a nacionalização da produção do ABS.
Tecnologia de ponta no módulo ABS da Bosch gera ainda
mais segurança e precisão a motoristas brasileiros |
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A experiência vivida pelas indústrias de sistemas e componentes de frenagem automotiva mostra bem como a crise foi sentida pelo mercado de veículos em geral. As vendas de caminhões e implementos despencaram. As de carros novos também foram abaladas, embora menos, já que o programa de redução do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados –, do Governo Federal, favoreceu largamente esse setor, enquanto o valor médio gasto nas oficinas cresceu 12%, segundo levantamento apresentado pelo GMA – Grupo de Manutenção Automotiva – , já que, sem dinheiro para trocar o carro ou com medo de fazer mais uma dívida, muita gente preferiu arrumar o carro que tem. Conclusão: as empresas e divisões que fornecem produtos para as montadoras, principalmente de pesados, experimentam uma queda expressiva de suas vendas neste ano em relação ao ano passado, considerado o melhor ano da indústria segundo as entidades que o representam, como Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – e Sindipeças – Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças.
Roberto Del Papa, diretor Comercial da Frum, acompanhou de perto o baque vivido pela indústria de veículos pesados. A Frum, que até o ano passado tinha 70% do seu faturamento de R$ 150 milhões vindo do mercado original, espera fechar 2009 com um ganho 25% menor. E mais, a queda nas vendas para montadoras fez com que a relação de fornecimento da empresa mudasse, e as montadoras devem ser responsáveis por no máximo 65% das vendas da empresa este ano. “A reposição também foi afetada, mas nem tanto”, diz Papa, que explica ainda que dos 65% do faturamento das montadoras, 60% vem do mercado interno e os outros 5% de companhias fora do País. Na reposição, os 35% das vendas é composto por 25% vindo do mercado nacional e os outros 10% são oriundos do exterior.
E segundo o executivo da Frum, no mercado nacional de montadoras, a empresa é líder no fornecimento de tambores de freio, com 30% do mercado. Na reposição, a liderança da marca é ainda maior, ela é responsável pela venda de 50% dos tambores e cubos de freios para os frotistas. Se para algumas empresas o mercado original ainda é o principal foco, em outras, a reposição já assumiu o estrelato. Na Fras-le, por exemplo, o mercado nacional de reposição respondeu por quase 39% dos negócios no primeiro semestre, enquanto as montadoras ficaram com apenas 18%. No mercado externo as coisas também não foram diferentes. A reposição respondeu por 37% do faturamento da empresa, enquanto as montadoras ficaram com 6%.
Segundo Rogério Luiz Ragazzon, diretor Comercial da Fras-le, a companhia, que anunciou o recuou de 12,3% de sua receita líquida em junho de 2009 frente a igual mês do ano anterior e que no acumulado de janeiro a junho teve receita bruta consolidada de R$ 253,2 milhões, volume 9,6% menor do que a do mesmo período de 2008, está otimista: “Mesmo apresentando números inferiores comparados com o ano passado, o segundo trimestre de 2009 mostra que a atividade industrial e nosso desempenho econômico estão voltando ao normal”.
A Fras-le, que já havia aplicado algumas ações comerciais no primeiro trimestre, como o reposicionamento de preços na linha de pastilhas de freio e também descontos promocionais na linha de lonas de freio para veículos pesados, manteve parte dessa estratégia durante o segundo trimestre. Essas ações, afirma o executivo, contribuíram para impulsionar as vendas no mercado de reposição, fazendo com que o volume projetado para o segundo trimestre fosse superado em 8,5%: “Em termos gerais, estamos na expectativa de que a Fras-le esteja iniciando uma nova fase e no caminho certo para atingir o status de empresa global, principalmente com a entrada em operação da unidade industrial da China, com os sinais de retomada da unidade industrial dos Estados Unidos e, em breve, o início das atividades do Campo de Provas. E, apesar da economia mundial já apresentar sinais de retomada, a Companhia continuará atuando forte no controle de seus custos operacionais, não só internamente, mas também junto à cadeia produtiva e de serviços”.
A Fremax, que espera faturar esse ano R$ 80 milhões e tem 25% do mercado de reposição de discos de freios, acredita que a crise pode ter tido também um efeito benéfico. “Ela propicia uma depuração do mercado, pois somente conseguem sobreviver a ela as empresas com condutas responsáveis e suas finanças/contabilidade em ordem. Estamos otimistas quanto a isto”, afirma Martin Baron, gerente Comercial da empresa. Segundo Baron, apesar do mercado estar moderadamente aquecido e preocupado com a falta de produto, a cadeia de comercialização tem ajustado os estoques e maximizado o aproveitamento do capital de giro do negócio e isso exige mais conhecimento e perspicácia do fabricante.
Principais problemas da reposição
O executivo da Fremax aponta o enxugamento do mercado como um fator positivo porque considera que a informalidade é um dos principais problemas no mercado de reposição de componentes para frenagem. Além dos efeitos da crise, ele espera também que algumas ações dos governos, como reforma tributária e a implantação da Nota Fiscal Eletrônica e do Sped, minimizem os inconvenientes decorrentes da concorrência desleal praticada por alguns concorrentes do mercado interno.
E quando se trata de informalidade ou concorrência desleal, afirma Vanessa de Marchi Oliveira, gerente de Marketing da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para o Brasil, quem corre mais risco é o cliente final, que compra um componente do sistema de segurança do carro, como as pastilhas de freios, com qualidade e procedência duvidosas: “Embora tais produtos possam parecer atrativos financeiramente, eles não atendem às expectativas de desempenho, controle e garantia, podendo trazer sérios riscos de acidentes”.
Outro problema apontado pelos entrevistados é a falta de profissionalização do setor. “O mercado de reposição cresceu muito e embora conte com uma grande força de venda na ponta dos distribuidores, sofre com a carência de profissionalização. Do outro lado, já se nota uma tendência do ingresso acelerado das montadoras neste mercado, o que pode gerar uma diminuição de participação do mercado de distribuição independente”, diz Ragazzon, que acredita ainda que diante de tal quadro seja imprescindível investir no treinamento da mão de obra e da adoção de um rígido sistema de controle de custos para garantir a rentabilidade do negócio.
Para quem atua em um mercado específico, afirma Del Papa, a maior dificuldade de atuar na reposição está na dificuldade de encontrar distribuidores que atendam as características da empresa. “A cadeia de distribuição é bastante heterogênea e a Frum procura os parceiros que se ajustem mais ao foco que tem no mercado; procuramos trabalhar em conjunto com eles”. Atualmente o fabricante conta com uma cadeia de 43 distribuidores, todos eles focados na linha de pesados.
Ações no aftermarket
Para tentar sanar alguns dos problemas da reposição, as empresas têm investido em programas de relacionamento e atender às necessidades de distribuidores, varejistas e aplicadores. A Bosch, por exemplo, mantém programas diferenciados de fidelização com cada um dos elos da cadeia de distribuição. Para os distribuidores ela oferece um clube de negócios, que contempla acordos comerciais exclusivos, ações de relacionamento e geração de demanda. Enquanto para o varejo e para as oficinas oferece o Programa InterAção, com visitas de técnicos às lojas e reparadoras independentes, entre outros programas. “No caso dos reparadores, nosso objetivo é de nos colocarmos como parceiros, ajudando-os a gerenciar e se prepararem melhor para trabalhar com as tendências do futuro, que requerem mais conhecimento e proximidade com a diagnose e reparação dos sistemas que estão nos veículos atuais”, explica Vanessa.
O treinamento de profissionais também é foco da Fras-le, que mantém a política de permanente atualização de pessoal oferecendo treinamento mensal para cerca de duas mil pessoas, o que envolve compradores, mecânicos, balconistas e operadores de televendas.
Além das visitas técnicas, a Fremax ainda coloca à disposição de seu cliente uma central de atendimento telefônico 0800, pelo qual oferece assessoramento técnico. “Naqueles casos em que os problemas não podem ser resolvidos por telefone, nosso pessoal técnico agenda e efetua a visita ao cliente”, diz o gerente Comercial da empresa.
E como a falta de informação também é problema entre os profissionais que trabalham no aftermarket da linha pesada, a Frum oferece uma equipe técnica que visita os clientes da empresa, entre eles frotistas, para sanar dúvidas de aplicação dos produtos e até ajudar a encontrar a melhor relação custo-benefício em relação à manutenção do sistema de frenagem dos veículos.
Manutenção preventiva
Segundo os entrevistados, é fundamental que o sistema de freio de veículos seja revisado periodicamente a cada 10 mil km, onde deve ser verificado o estado das pastilhas de frenagem (ou lonas, no caso de tambores) e a espessura da pista de frenagem (ou diâmetro, no caso de tambores). Discos de freio abaixo da espessura mínima, ou tambores com diâmetro acima do diâmetro máximo permitido, devem ser imediatamente substituídos para não comprometer a segurança dos ocupantes do veículo. Outra recomendação importante é a verificação do fluido de frenagem que deve ter a sua temperatura de ebulição testada.
Alguns fabricantes recomendam também substituir os discos de freios na troca das pastilhas. O fluido de freio deve ser trocado a cada 10 mil km ou uma vez por ano. Ao verificar o sistema é importante também observar no sistema de freio a tambor (molas, sapatas, cilindros e vedações, caso o veículo possua este sistema no eixo traseiro); o conjunto do freio a disco (suporte da pinça, pino-guia, bucha e vedações); o cilindro mestre; o servofreio; a válvula reguladora de pressão e até mesmo a suspensão do veículo.
Novidades para a reposição
Bosch
• novas pastilhas de freio, que prometem melhor custobenefício para o consumidor;
• fluido de freio DOT 5.1, ao mesmo tempo em que o layout de todos os frascos foi renovado;
• nacionalização da produção do ABS (Antilock Braking System)
• novos discos e tambores de freios, com foco nos modelos mais novos de veículos que estão no mercado.
Fras-le
• a série de pastilhas Fras-le Ceramaxx, que utiliza matérias-primas nobres, totalmente livres de amianto e fabricadas com a tecnologia do processo molde positivo;
• 10 novas referências de sapatas com lona colada para automóveis e utilitários;
• 13 novas referências de pastilhas para freio a disco. Essas novidades e outros produtos da Fras-le poderão ser conferidos no estande da empresa na Fenatran, de 26 a 30 de outubro, em São Paulo.
Fremax
• o único disco de freio que dispensa o trabalho de limpeza na hora de ser montado, o que, segundo a empresa, economiza tempo de trabalho e reduz o índice de retorno por vibração ou chiado, além de ser ecologicamente amigável. Falando em ecologia, os produtos da empresa vêm em embalagem plástica feita de material reciclado que garante o transporte e manuseio dos produtos até o destino final.
Frum
• Linha de freio HP – High Performance 2009 –, que segundo a empresa é 30% mais durável do que os produtos convencionais e tem maior capacidade de dispersar o calor. Além disso, diminui em até 50% a distância necessária para parada e ainda ajuda a economizar cerca de 10% no custo com manutenção do conjunto pneus/lonas. A linha é voltada principalmente para os ônibus urbanos e agora está sendo apresentada também para o setor de implementos rodoviários.
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