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Feres Macul Neto, diretor-presidente da TMd no Brasil, diz que negociação dá tranquilidade para manter planos de crescimento |
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O Grupo TMD Friction, que foi adquirido pela sua atual diretoria e pelo fundo de investimentos “Private Equity” Pamplona Capital Management, com sede em Londres, respira mais aliviado.
A venda foi efetivada sem a necessidade de capital de terceiros e compreende a compra total dos ativos da empresa.
Com a transação, finalizada em abril deste ano, a TMD conta agora com o suporte do Pamplona, além de uma estrutura de capital sólida. Para Derek Whitworth, CEO da TMD Friction, a aquisição marca o fim de um período de incertezas: “Eu estou entusiasmado com esta parceria. Agora estamos livres de dívidas. Com as restrições financeiras resolvidas, podemos continuar a construir nossa liderança no mercado”.
A empresa
A TMD Friction produz lonas e pastilhas de freios para veículos comerciais e de passageiros, além de produtos para competição e aplicações industriais e ferroviárias. O grupo é fornecedor global para diversas montadoras e para uma variada gama de plataformas de veículos. No mercado de reposição, a TMD Friction atua por meio de marcas como Cobreq, que é utilizada na América do Sul e América do Norte, além da Textar, DON, Pagid, Mintex e Cosid. A empresa possui unidades na Europa, América do Norte, China, no Japão e Brasil.
Tamanha importância foi ressaltada por Martin Schwab, do Pamplona Capital Management, na efetivação do negócio: “A TMD é um líder global na indústria automotiva e tem qualidades que tornam robusta a sua estratégia, já que uma boa parte dos negócios é focada no mercado de reposição, que foi menos afetado neste momento crítico para todos os mercados”.
Para se ajustar ao mercado, antes mesmo da venda, a empresa tinha passado por alguns processos de estruturação. Num deles, a fábrica da Itália foi fechada e suas atividades passadas para uma nova unidade aberta na Romênia. Em outro, que deve ser concluído em agosto deste ano, o grupo fechou sua unidade dos Estados Unidos. A produção está sendo repassada para o México.
Por aqui
No Brasil, a venda do grupo também abre novas perspectivas para empresa. “A negociação nos dá tranquilidade para mantermos investimentos e planos de crescimento”, afirma Feres Macul Neto, diretor-presidente da operação que no País tem fábrica inaugurada há dois anos, em Indaiatuba, interior de São Paulo.
De acordo com Macul, o mercado brasileiro voltou a se recuperar após a crise, sendo possível inclusive manter empregos fixos. Feres afirmou que a operação brasileira é considerada uma das melhores da TMD, inclusive com a transferência de parte da produção para veículos comerciais da Alemanha para o Brasil.
No entanto, os efeitos negativos da crise financeira mundial que atingiram fortemente as atividades da empresa também foram sentidos no Brasil. Por aqui a empresa amargou perdas geradas principalmente pela queda nas exportações. A boa notícia é que o crescimento dos negócios do mercado de reposição segurou um pouco as coisas.
Em 2008 as vendas para esse setor representavam 30% do faturamento da empresa. Agora, somam 40%. Com a venda, a unidade brasileira também ganha mais segurança, apesar de ser bem independente financeiramente da matriz, como garante Feres Macul Neto. “Contamos agora com uma estrutura financeira mais robusta e isso, claro, se reflete na unidade brasileira.
Graças a essa união, poderemos continuar nosso programa de investimentos que inclui a aquisição de máquinas e equipamentos mais avançados e que possibilitarão que façamos produtos com ainda mais qualidade. Além disso, vamos continuar com nossos esforços direcionados para o lançamento em média de 4 a 5 novas aplicações de produtos por mês”, afirma. E a unidade brasileira da TMD tem mais um motivo para festejar, é que o Pamplona controla no País outra empresa fabricante de autopeças, a Saf-Holland, que produz eixos e semieixos, e para a qual a TMD brasileira já está fornecendo seus produtos. “No próximo mês a Saf-Holland já deve colocar no mercado eixos equipados com nossos itens”, diz Feres.
Apesar das boas notícias, a unidade brasileira da empresa não deve apresentar crescimento este ano, segundo o vice-presidente. Porém, em épocas de crise, que ainda não términou, é bem compreensível. No entanto, finaliza Feres, “o faturamento ainda não foi fechado e as expectativas, que no começo do ano eram bem inferiores às de agora, estão sendo revistas”. Com novo fôlego, o que resta é arregaçar as mangas e quem sabe ter um desfecho bem melhor.
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