| |
 |
| |
|
| |
 |
| |
Rodrigo Reyes, diretor de Vendas Reposição e de Marketing da MANN+HUMMEL Brasil, afirma que manutenção dos filtros garante aumento do desempenho do motor e reduz consumo |
| |
|
| |
 |
| |
Mercado de filtros automotivos é tão concorrido que nem mesmo as maiores empresas do segmento gostam de falar em números de venda ou de participação de mercado |
| |
|
| |
 |
| |
Com mais de 800 filtros automotivos no portfólio, a Bosch oferece ao mercado brasileiro, além dos tradicionais filtros para ar, óleo e combustível, filtros para ar-condicionado, filtros separadores, desumidificadores do sistema de freios e filtros para sistemas de arrefecimento |
| |
|
O mercado de filtros automotivos é tão concorrido que nem mesmo as maiores empresas do segmento gostam de falar em números de venda ou de participação de mercado. “Este é um mercado em que a competição é muito acirrada”, afirma Vanessa de Marchi Oliveira, gerente de Marketing da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para o Brasil.
Por isso, quando se pergunta aos empresários e executivos desse setor sobre vendas, as respostas são sempre iguais: “Não divulgamos informações estratégicas”. Segundo Vanessa, no aftermarket, os fabricantes de filtros, como os fornecedores de outros tipos de autopeças, atuam, em sua ampla maioria, por meio dos distribuidores autorizados, sejam eles de grande ou pequeno porte, espalhados por todo o território nacional. “Esses podem ser generalistas, comercializando uma ampla gama de produtos automotivos, ou especialistas, algumas vezes englobando filtros automotivos e industriais, entre outros tipos de produtos”, afirma.
No entanto, o mercado de filtros vai além dos estoques dos distribuidores de autopeças.
Está nas prateleiras dos postos de combustíveis e até nas gôndolas de hipermercados.
Em função da necessidade de trocas mais constantes, os filtros do óleo para linha leve são de longe os filtros automotivos mais vendidos na reposição.
O intenso trabalho que a indústria teve para conscientizar os motoristas e reparadores da importância de também trocar esse item junto com a troca do óleo do motor foi uma das causas de êxito na venda de filtros. “O mercado brasileiro tem mudado nos últimos anos devido a grandes investimentos que fizemos em treinamentos para aplicadores em geral. Antes existiam práticas erradas de trocas dos filtros, como trocar o óleo e não trocar o filtro. Isso acarretava um aumento na contaminação do óleo e fazia com que a vida útil do motor fosse reduzida”, afirma Roberto Rualonga, do departamento de assistência técnica da Sofape.
No entanto, essa vitória na conscientização dos mecânicos e donos de carros quanto à correta troca dos filtros do óleo ainda não pode ser cantada quando os itens são outros.
No caso do filtro do ar, por exemplo, a limpeza ainda é uma prática comum entre os usuários e reparadores. “Esse procedimento permite a passagem de contaminantes para o motor, o que prejudica as peças móveis e pode levar ao travamento do propulsor”, explica Rualonga.
É por erros banais, mas perigosos, como esse que a conscientização sobre a manutenção preventiva está entre os principais desafios dos fabricantes de filtros, como também de outros fabricantes de autopeças. “Muitos motoristas não realizam a manutenção dos componentes do veículo com a frequência necessária. Essa prática é importante, pois evita o desgaste excessivo das partes móveis, aumenta o desempenho do motor e reduz o consumo de combustível”, afirma Rodrigo Reyes, diretor de Vendas Reposição e de Marketing da MANN+HUMMEL Brasil.
Para Reyes, outro desafio do setor é de mostrar para os consumidores que não vale a pena comprar qualquer filtro só porque é mais barato. “Alertar o consumidor e o aplicador da importância da originalidade do filtro para segurança do veículo e dos passageiros. Outro ponto importante que podemos destacar é de que as marcas existentes não são todas iguais, pois a tecnologia e a pesquisa empregadas em sua fabricação garantem durabilidade e segurança aos condutores e seus veículos, como a qualidade de suas estruturas metálicas ou plásticas, que devem promover a perfeita vedação e separação da sujeira proveniente do ar, óleo e combustível para o motor”, explica.
É nesse mercado, em que é preciso ser bom e ainda competitivo, que os fabricantes de filtros vivem. Por isso, além do aprimoramento e qualidade, diz Vanessa de Marchi, há nas empresas a necessidade de constante atualização da linha de produtos.
Linhas disponibilizadas
Não é à toa que a MANN+HUMMEL, uma das líderes mundiais na fabricação de filtros automotivos, detentora das marcas MANN-FILTER e Purolator Premium Plus, e com um portfólio de produtos que abrange mais de 95% da frota brasileira, é reconhecida pela capacidade de inovação. O grupo alemão, presente no Brasil desde 1954, fornece equipamento original às montadoras e ao mercado de reposição.
Já a Sofape, que produz os filtros Tecfil, disponibiliza ao mercado filtros do ar para linhas leve e pesada, além de filtros do óleo e do combustível para linha diesel e para motores carburados ou injeção eletrônica, filtros sedimentadores para linha pesada, filtros da linha hidráulica, filtros do ar-condicionado/cabine e os filtros desumidificadores do sistema de freio.
Com mais de 800 filtros automotivos no portfólio, a Bosch oferece ao mercado brasileiro, além dos tradicionais filtros para ar, óleo e combustível, filtros para ar-condicionado, filtros separadores, desumidificadores do sistema de freios e filtros para sistemas de arrefecimento. A cobertura da empresa da frota circulante no País é de 97%.
Novidades
Entre as novidades oferecidas pelas empresas para o mercado brasileiro, destacam-se atualmente os itens mais ecológicos. Na MANN, por exemplo, a última tendência do mercado é a utilização de elementos filtrantes do tipo Metal Free (livre de metais). Seu intuito é o de facilitar o descarte dos elementos – que são formados basicamente por papel e uma borda de “resina” –, tornando-os ecologicamente corretos.
Além disso, a MANN+HUMMEL investe constantemente no desenvolvimento de novos papéis, que é o principal componente para uma boa filtragem, e no seu aprimoramento (pesquisas), para atender as especificações cada vez mais rígidas dos novos motores e montadoras.
Na Sofape a palavra de ordem também é ecologia. As principais novidades apresentadas pela empresa nos últimos meses atendem a especificações ambientais mais rígidas, como os novos filtros do ar-condicionado e da cabine da marca.
Falando em novidades, a representante da Bosch diz que nos próximos meses a empresa deve lançar no mercado novos filtros automotivos. “Será um lançamento de grande impacto, sempre focando a ampliação da nossa presença no mercado e em oportunidades para os nossos clientes”, afirma. E foi justamente para facilitar a vida dos clientes da reposição que a MANN lançou a família MULTI-FILTRO, composta por cinco itens capazes de atender mais de 150 aplicações da linha leve. Isso, segundo a empresa, reduz significativamente os estoques de distribuidores e varejistas.
Manutenção
Como todos sabem, embora nem sempre sigam a regra, o bom funcionamento do motor depende dos cuidados com o veículo. Para isso, afirmam os fabricantes de autopeças, é necessária a manutenção preventiva, que evita dores de cabeça, gastos desnecessários com o veículo e a quebra de seus componentes.
No caso do filtro do combustível, diz o executivo da MANN, é uma peça simples e barata, porém essencial para o motor. Sua função, afirma, é evitar que a sujeira do combustível entre no motor, o que pode provocar o entupimento dos bicos injetores ou a queima da bomba do combustível: “O filtro saturado impede a passagem de combustível, podendo causar falhas no motor ou até mesmo a parada do veículo”.
Já o filtro do ar, explica Reyes, tem como função separar e eliminar as partículas contidas no ar aspirado pelo motor e cuidar para que somente o ar limpo entre na câmara de combustão, evitando o desgaste excessivo nas partes móveis do motor. “Tentar recuperar ou aumentar a vida útil do filtro do ar com jato de ar comprimido ou por meio de impactos podem provocar o rompimento do papel e/ou danos na estrutura do elemento filtrante, ou seja, o filtro perde suas funções”, alerta.
O filtro do óleo, que também tem a finalidade de impedir a circulação de impurezas no motor, deve ser substituído a cada troca do óleo lubrificante, realizada de acordo com o manual de manutenção do veículo. O óleo sujo utilizado além da quilometragem especificada pelo fabricante causa borra no motor e pode até fundi-lo.
Além disso, a não-troca do filtro reduz a durabilidade do óleo novo no motor em até 30%. Para que cada vez mais reparadores automotivos sirvam como verdadeiros disseminadores da prática da correta troca dos filtros, os fabricantes de autopeças investem em treinamento e produção de material explicativo, além disso, abraçam causas de conscientização, como a promovida pelo Grupo de Manutenção Automotiva – GMA – Carro 100%. “Temos nos empenhado nesta questão disponibilizando aos distribuidores ferramentas que contribuem com o conhecimento dos profissionais desta área, com treinamentos em todo o território nacional”, afirma o assistente técnico da Sofape.
Recomendação de troca
Segundo Reyes, para os veículos de passeio, a troca do filtro do ar deve ser realizada entre 10 mil e 15 mil quilômetros, de acordo com recomendação do fabricante de motores ou no máximo após um ano de uso, para que o papel do filtro não perca suas propriedades de filtragem. No caso dos veículos pesados, o período de troca é determinado pelo indicador de restrição do veículo, instalado próximo à saída de ar limpo da carcaça do filtro.
O filtro do óleo, que também tem a finalidade de impedir a circulação de impurezas no motor, deve ser substituído a cada troca do óleo lubrificante, realizada de acordo com o manual de manutenção do veículo.
A troca do filtro de combustível deve ser realizada segundo as recomendações dos fabricantes de motores, de acordo com a quilometragem ou no período máximo de um ano.
Abastecer o veículo em postos confiáveis, com combustível de procedência, também é importante. Combustível de baixa qualidade ou adulterado ataca diretamente o meio filtrante do filtro do combustível e, consequentemente, os sistemas de injeção e alimentação do automóvel. GMA alerta: troca regular do filtro do ar diminui os níveis de emissões de poluentes dos veículos Testes da Cetesb realizados durante o programa “Operação Inverno 2007” em caminhões comprovam que a substituição da peça danificada pode diminuir em 40% a emissão de poluentes dos veículos.
A lei municipal obriga a frota de cinco milhões de veículos que circula na capital paulista a realizar testes de emissões de poluentes antes que o licenciamento seja efetuado. Veículos reprovados não serão licenciados até que o problema seja sanado.
Por falta de informação, o motorista não sabe como deve proceder para verificar se o seu veículo está poluindo ou está dentro dos padrões permitidos. Testes realizados em caminhões comprovam que a substituição do filtro do ar, quando a peça está danificada, é capaz de reduzir em 40% as emissões de poluentes. “O filtro do ar é um componente fundamental para proteger o motor das impurezas absorvidas pelo ambiente externo. Quando a peça está saturada de sujeira impede a passagem de ar para o motor, gerando maior esforço e aumento de consumo de combustível para atingir o mesmo desempenho de quando a peça apresenta boas condições de uso”, explica o diretor técnico do Sindirepa- SP, Antonio Gaspar de Oliveira.
Composto por fibra de papel celulose especial, ele promove a filtragem do ar proveniente do ambiente externo que será misturado com o combustível e assim fazer o motor funcionar.
A mistura do combustível com esse ar livre de impurezas garante performance adequada do motor em termos de potência e consumo de combustível e ainda protege o meio ambiente. “No entanto, a utilização exagerada desse filtro irá comprometer o funcionamento do motor e implicará, necessariamente, numa emissão descontrolada e exagerada de gases. E é muito simples verificar a qualidade do seu filtro: de cor clara quando em bom funcionamento tornando-se acinzentado pelo uso excessivo”, alerta o coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva –, Antônio Carlos Bento.
Segundo Bento, estudos de fabricantes de filtros do ar revelam que quando a peça está em bom estado gera economia de 10% por quilômetro rodado, além de melhorar o desempenho do veículo. Isso significa que a cada dois tanques de combustível, a economia gerada já compensa o valor pago no novo filtro.
Ao longo de um ano, no caso de um carro a gasolina que roda cerca de 15 mil quilômetros nesse período, a economia chega a R$ 375,00. Se o ar é impedido de passar pelo filtro por causa das impurezas impregnadas na peça, o motor terá de fazer um esforço maior para atingir a mesma potência de quando o filtro do ar está em boas condições de uso.
Os fabricantes também informam que não há tempo certo para a substituição do filtro do ar, pois vai depender muito do ambiente e das condições em que o veículo está exposto. “Por exemplo, em carros que circulam todos os dias pelas avenidas e corredores da cidade de São Paulo em horários de pico, chegando a ficar parados no trânsito, o filtro do ar terá a vida útil mais curta, pois é submetido a condições severas de uso. Em ambientes como esses, de intensa poluição e trânsito carregado, o filtro do ar absorve todas essas impurezas que estão no ambiente e logo fica saturado”, afirma o coordenador do GMA.
Para saber como estão as condições do filtro do ar, a dica dos fabricantes é fazer o teste a olho nu já que, diferentemente de veículos a diesel, os automóveis movidos a gasolina, álcool e gás não emitem a fumaça preta que denuncia o problema.
Outra recomendação importante é não jogar jato de ar na peça ou dar uma “batidinha” para limpá-la. “Os fabricantes condenam essas práticas que, além de não resolverem o problema, acabam por danificar de uma vez a peça”, aconselha Bento.
Associar a substituição do filtro do ar com a troca do óleo é hábito totalmente equivocado: “Essa mania existe porque não há informação suficiente sobre a importância do filtro do ar como componente fundamental para proteger o motor e evitar o desgaste prematuro do catalisador, peça importante que também controla os níveis de emissões de poluentes”, afirma Bento.
Ao realizar a troca do filtro do ar é imprescindível fazer a substituição por uma peça que atenda às especificações do fabricante do veículo, garantindo a qualidade e eficiência do produto.
As montadoras realizam inúmeros testes que comprovam a eficácia do componente antes de colocá-lo na linha de montagem.
|