Edição 171 - Acontece
 
Olho Vivo
Anfape prepara material para orientar consumidor na hora de escolher autopeça para reposição
 
Texto: Christiane Benassi
   
 
  sxc.hu

Escolher um automóvel é muito fácil se comparado aos desafios de comprar uma peça de reposição. E, por isso, muitos consumidores acabam delegando tal tarefa a seus mecânicos de confiança, ou então se abstêm da responsabilidade e optam pelo produto mais barato, comprometendo dessa maneira a sua segurança e a dos ocupantes do veículo. Com o propósito de orientar o proprietário do carro a comprar melhor, protegendo a sua integridade, a Anfape, Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças, divulgou um material esclarecendo as diferenças entre o que eles chamam de peças legais e ilegais. “Diferentemente do automóvel como um todo, onde o design possui forte apelo de venda fazendo a diferença na hora da compra, as autopeças utilizadas no reparo dos veículos não podem ser diferentes das originais”, explica Roberto Monteiro, diretor da associação.
“Para evitar problemas em decorrência da pirataria que assola o setor, é importante que o consumidor compreenda algumas das diferenças”.
As peças legais, no sentido jurídico da palavra, são produzidas por empresas idôneas, tradicionais, pagadoras de tributos e geradoras de empregos formais. Elas podem ser divididas em dois grupos: as que são usadas na linha de montagem das montadoras e também vendidas em suas redes de concessionários, as chamadas originais ou genuínas, e as que são produzidas por indústrias conhecidas como “independentes”, pois fornecem apenas para o mercado de reposição, sendo encontradas nas dezenas de milhares de lojas de autopeças, denominadas alternativas ou similares. Todas possuem marcas próprias, procedência, garantias e qualidade.
Infelizmente o mercado está repleto de peças ilegais, que também podem ser divididas em dois grupos: as usadas, provenientes de roubo e furto de veículos que alimentam a criminalidade e violência, muitas vezes fazendo do próprio comprador uma vítima, e as peças piratas ou falsificadas, vendidas no mercado utilizando marcas conhecidas, enganando comerciantes e consumidores, gerando prejuízos aos reais detentores dessas marcas e colocando em risco a vida de pessoas.
Geralmente são vendidas por preços bem abaixo do mercado.
“Para não ser enganado, procure sempre uma loja de confiança, informe-se sobre a garantia do produto, desconfie de preços que pareçam milagrosos e verifique a embalagem da peça antes de adquiri-la. Se não houver dados do fabricante/importador e as especificações técnicas do produto, não compre. Outra maneira de garantir seu direito de consumidor e ter certeza da procedência da peça é solicitar a nota fiscal”, finaliza Monteiro.

 
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