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Para inibir o uso abusivo da internet e monitorar a produtividade de seus funcionários, algumas empresas costumam acompanhar de perto o uso da rede mundial de computadores dentro de seus escritórios. Levantamento feito pela DataMonitor mostrou que 40% das empresas européias monitoram os hábitos de seus funcionários na internet durante o horário de serviço. No Brasil, esse número sobe para mais de 50%. Tanta atenção é justificada pela queda de produtividade. Isso porque, segundo os empresários, a internet, com seus inúmeros sites de relacionamento, vídeos, bancos, além de toda uma infinidade de outros serviços e conteúdos, acaba por distrair os funcionários, que perdem horas preciosas do seu dia.
Medidas
Entre as ações tomadas pelas empresas para atacar o lado negativo de tanta interatividade estão o bloqueio, no qual o acesso a determinados sites simplesmente é negado ao funcionário, e o monitoramento das navegações. Com o bloqueio, o funcionário só consegue abrir as páginas liberadas pela empresa. Sites como Orkut, Hotmail e YouTube, entre outros pessoais, de bancos e tantos outros julgados desnecessários são impedidos pelo provedor, que também limitam ou anulam a conexão de programas de mensagens instantâneas, como MSN e GoogleTalk. Como o bloqueio nem sempre é a saída mais adequada para todas as empresas e funcionários, já que existem sites e programas que contribuem para a realização do trabalho, alguns executivos optam pelo monitoramento. Com isso, os funcionários têm mais liberdade diante dos monitores, mas acabam alvos dos olhos dos chefes, que recebem relatórios completos do histórico de navegação de seus colaboradores.
Cercas virtuais
À primeira vista pode parecer que as empresas que bloqueiam o acesso a determinados programas e sites tenham menos dor de cabeça na hora de controlar o acesso de seus funcionários à internet, entretanto, há serviços, chamados proxies, que permitem enganar os sistemas de segurança da empresa. Por isso, seja lá qual for a saída adotada por sua empresa para impedir a navegação ilimitada de seus funcionários pela internet, especialistas em direito trabalhista sugerem que os dirigentes estabeleçam uma política transparente de controle à rede e que todos que tenham acesso à internet na empresa conheçam as regras para evitar desentendimentos futuros. Assim, cabe ao empresário dizer: é permitido acessar o e-mail pessoal, por exemplo? Usar MSN? Pagar contas ou ver saldos bancários? Baixar programas? Quando? Durante quanto tempo? Existem empresas que, se antecipando ao problema, já pedem para seus empregados assinarem termos de compromisso em relação ao uso consciente da internet quando são admitidos.
Penas
Como o micro e a conexão à internet são da empresa, os empregados precisam respeitar as regras se não quiserem ser repreendidos. Quando o abuso acontece, dizem os advogados trabalhistas, algumas empresas preferem optar pelo diálogo e tentam mostrar para o funcionário que ele está prejudicando não apenas a empresa como todos os seus colegas. A demissão por justa causa, com base no artigo 482 da CLT, também tem sido utilizada por algumas empresas e aceita pela Justiça do Trabalho.
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