Guia Fabricantes 2008/2009 - Artigo
 
Ritmo de adaptação
 
Texto: Paulo Butori

 

 

A economia mundial está em processo de acomodação. Novas e crescentes demandas de mercados em ascensão pressionam a oferta de recursos naturais, impactam os preços do petróleo e dos alimentos e podem assustar o consumidor, que tem dificuldade em distinguir fatos reais de especulação.
Na questão da matriz energética, o Brasil, felizmente, está em posição favorável. Cerca de 46% de toda a nossa energia é de fontes renováveis, enquanto a média mundial gira em torno de 15%. Mesmo assim o País e sua indústria automotiva não estão imunes aos estremecimentos desse cenário, que tem entre seus efeitos negativos a aceleração da inflação e a subida dos juros. “O mercado de veículos não vai cair, mas vai crescer em ritmo mais lento”, alerta Bruno Serra, coordenador da Comissão de Forecast do Sindipeças.
A oferta de crédito e os prazos de pagamento também estão sendo ajustados. As instituições financeiras procuram a melhor relação entre essas variáveis para evitar aumento da inadimplência. As montadoras instaladas no Brasil, porém, respondem positivamente a esse panorama e aqui fincam seus alicerces.
A produção baseia-se na cadeia de suprimentos, não em veículos importados para montagem local. E o volume de investimentos esperados até 2010 alcança os US$ 15 bilhões, com grande possibilidade de chegar a US$ 20 bilhões, por conta de recursos ainda não confirmados oficialmente.
Para Serra, outro dado que dá otimismo à leitura das estatísticas é a produção de motores, tão forte quanto a de automóveis. “Isso é muito positivo porque promove alinhamento tecnológico com outros grandes produtores e gera competência na engenharia local.” Veja nos gráficos a produção estimada de veículos e a de motores até 2012.

 
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